| NOTÍCIAS DA DEFESA DA VIDA 28/05/2004
Aborto 1- Juventude
paulista sugere legalização do aborto e passe livre - Brasil 3- Holocausto silencioso do aborto não é progresso, afirma Bispo espanhol - Espanha
********
1- Juventude
paulista sugere legalização do aborto e passe livre O
encontro foi preparatório para a Conferência Nacional de Juventude,
que ocorrerá entre os dias 16 e 18 de junho, A Secretaria Estadual de Juventude do PT de São Paulo participou da conferência estadual e agora inicia a organização para a caravana paulista que participará da conferência nacional. Leia
abaixo reportagem da Agência
Carta Maior sobre os debates realizados no encontro estadual: Legalização
do aborto, passe livre nos ônibus para estudantes e formação específica
da polícia para lidar com a juventude estão entre as propostas dos
jovens paulistas para o Plano Nacional de Políticas para a Juventude,
que está sendo discutido em uma comissão da Câmara dos Deputados
criada especialmente para isso. As sugestões foram apresentadas durante
a segunda etapa da Conferência Estadual de Juventude, realizada Os
deputados irão analisar as propostas. A Comissão Especial Destinada a
Acompanhar e Estudar Propostas de Políticas Públicas para a Juventude
(Cejuvent) é responsável por organizar o debate em torno do assunto Neste
final de semana, a discussão foi feita em grupos de trabalho, divididos
por temas como saúde, educação, lazer e esporte, violência, trabalho
e geração de renda, cultura, juventude rural, cidade e meio-ambiente,
família e religião, entre outros. Para a
educação, os jovens de São Paulo definiram princípios como o da
educação não excludente, da autonomia das escolas e do incentivo à
educação não formal. Também apresentaram propostas mais concretas,
como as eleições diretas para diretor das escolas, o fim do
vestibular, e a volta de sociologia e filosofia aos currículos
escolares. A questão mais controversa foi a das cotas para negros em
universidades públicas, que será apresentada aos deputados. “O
eixo central da discussão foi sobre o modelo de educação que temos
hoje no ensino público, e como ele está vinculado a um projeto de
exclusão social construído historicamente. Uma grande missão para o
governo é inverter esse quadro, para que a escola pública passe a ser
um lugar em que os jovens se sintam com seus direitos preservados”,
afirma Raquel Souza, do Projeto Juventude da organização não
governamental (ONG) Ação Educativa, que coordenou o grupo de trabalho
de educação na segunda etapa. Além
da legalização do aborto, outro tema polêmico na área de saúde
apresentado pelos jovens foi a adoção de políticas de redução de
danos para lidar com a questão das drogas. Eles defendem que sejam
desenvolvidas campanhas e ações para o uso responsável de drogas lícitas
e ilícitas, ao invés de uma política antidrogas repressora. Também
foi proposto o fim dos hospitais psiquiátricos e o desenvolvimento de
uma outra forma de trabalhar com pessoas com problemas desse tipo. Como a
juventude é o maior foco da agressão policial, a relação com a polícia
foi um tema bastante abordado. Os jovens afirmaram ser necessária uma
formação específica dos policiais, que acabe com as abordagens
violentas e desfaça os preconceitos em relação a eles. Além disso, várias
das propostas apresentadas referentes ao problema da violência estão
ligadas à mídia. A juventude, segundo os jovens paulistas presentes,
é estigmatizada pela imagem veiculada nos meios de comunicação, que
deveriam ser mais controlados. Eles consideram importante que a mídia
veicule pautas positivas sobre os jovens, mostrando alternativas ao tráfico
de drogas. A
segunda etapa da contribuição paulista para o debate contou com a
participação de cerca de 300 jovens de ONGs, movimentos sociais,
grupos de periferia, partidos, prefeituras, pastorais etc. Ao todo mais
de setenta entidades colaboraram nessa análise do documento preliminar
da Cejuvent, discutindo as propostas e recomendações contidas nele, além
de apresentarem novas sugestões e novos temas não abordados na versão
inicial. “Dessa vez a discussão foi muito superior, pois na primeira
etapa não havia sequer jovens que já tivessem acúmulo nos temas, era
outro perfil. Houve um grande avanço na qualidade e no conteúdo do
debate”, afirma Luciana Guimarães, coordenadora de projetos do
Instituto Sou da Paz. Breve
histórico Decidiu-se
então realizar uma nova rodada de discussões, com maior abertura para
a intervenção dos jovens e com construção coletiva da metodologia.
Apesar da combinação, o deputado estadual Lobbe Neto (PSDB), membro da
Cejuvent responsável por organizar a conferência A nova carta será protocolada na Assembléia Legislativa e enviada à comissão nacional nesta semana, para ser incorporada à contribuição paulista para o Plano Nacional de Juventude.
2-
Especialistas
denunciam camuflagem da «pílula do dia seguinte» 3- Holocausto silencioso do aborto não é progresso, afirma Bispo espanhol Madri (Espanha), 25/5/2004 - 09:58 O Bispo de Segorbe-Castellón, Dom Juan Antonio Reig, classificou o aborto de “holocausto silencioso”, negou que possa ser considerado um “progresso” e julgou o Estado que o promove de “totalitário”. Em "Alba", o boletim paroquial da diocese valenciana, o Prelado denunciou que na Espanha são cometidos 77 mil abortos por ano e advertiu que “a crise mais séria que possa ocorrer na sociedade espanhola é aceitar este holocausto silencioso e afirmá-lo como progresso". No informativo, o Bispo referiu-se a "síndrome pós-aborto", que "padecem a maioria dos que abortaram" e que conduz "a trastornos que requerem ajuda psiquiátrica e espiritual". "Destruir um bebê no ventre de sua mãe pode ser relativamente simples, mas não é tanto assim tirá-lo de sua mente e de seu coração. Às vezes, a síndrome pós-aborto é incurável. São muitos os casos em que só o sacramento da penitência e a terapia religiosa curam a mãe", disse o Bispo. Dom. Reig indicou que se a mãe sofre com o aborto, o Estado sai ainda pior desta "crise cultural". "Quando um Estado se torna cúmplice desta liberdade despótica, transforma-se automaticamente em Estado totalitário". Porque o aborto "é injustificável desde todos os pontos de vista". Por outo lado, Dom Reig destacou a relação entre castidade e fidelidade matrimonial. O Bispo atribuiu os divórcios à falta de "algo tão esquecido como a castidade". A seu ver, "quando falta a castidade, que custodia o amor fiel, a relação conjugal fica ressentida e se abrem as portas para a infidelidade e todo tipo de perversões". Além disso, o Prelado afirmou que outra causa das rupturas matrimoniais é o egoísmo, porque "frente a qualquer dificuldade se pensa que a separação e o divórcio são mais progresso e liberdade que o perdão e a reconciliação". Finalmente, o Bispo de Castellón expressou sua desaprovação a que se atribua à união entre homossexuais a categoria de matrimônio. “Não é lícito nomear com um mesmo termo duas realidades diferentes”, explicou.
|

| Voltar
|