
NOTÍCIAS DA DEFESA DA VIDA
25/11/2005
Aborto
1- Investigação de paternidade condena o pai a pagar alimentos desde o mês da concepção - Brasil
2- 1º Seminário Nacional em Defesa da Vida - Brasil
3- FDA convoca estudo sobre mortes com pílula do aborto - EUA
4-
Parlamentares europeus vão dia 7 de dezembro
ao Congresso brasileiro promover o aborto -
Brasil
Clonagem
5-
Cientistas afirmam que a pesquisa com
células-tronco adultas é mais útil do que a
pesquisa com células-tronco de embriões -
EUA
6- Pioneiro da clonagem para fins
terapêuticos pede desculpas por violação de
ética - Coréia do Sul
*****
1- Investigação de paternidade condena o pai a pagar alimentos desde o mês da concepção
http://www.espacovital.com.br/novo/noticia_ler.php?idnoticia=2091
Coluna Espaço Vital - JC - 22.11.2005
Investigação de paternidade condena o pai a
pagar alimentos desde o mês da concepção
Quando o
genitor se recusa a reconhecer o filho e a
paternidade vem afirmada só mais tarde, por
decisão judicial, os alimentos são devidos
desde a concepção. A decisão inovadora, do
juiz Ricardo da Costa Tjäder, da comarca de
Cruz Alta (RS), foi confirmada pela 7ª
Câmara Cível do TJRS. Trecho do acórdão
lavrado pela desembargadora relatora Maria
Berenice Dias resume a controvérsia:
"trata-se de recurso de apelação interposto
por L.L.F.
contra a sentença que, nos autos da ação de
investigação de paternidade que lhe move
B.C.S.,
representado pro sua mãe,
V.C.S., julgou procedente o
pedido para declarar a paternidade do réu em
relação ao autor e condenar aquele ao
pagamento de alimentos no valor de dois
salários mínimos mensais, devidos desde a
concepção do demandante (agosto de 1988)".
Durante a demorada instrução processual
- cheia de incidentes - o investigado
recusou-se ao exame de DNA. Esse fato foi
somado à prova testemunhal, que confirmou o
namoro e comprovou que a jovem apareceu
grávida logo após o término do
relacionamento. Além disso, segundo a
inspeção judicial nas pessoas das partes,
"existem algumas semelhanças de alguns
traços fisionômicos entre eles".
A relatora admitiu que "há muito
que esse tema – termo inicial dos alimentos
em ação de investigação de paternidade –
gera-me inquietude e está a merecer reflexão
mais aprofundada". O voto admite que a
doutrina e a jurisprudência assentam que, na
maioria das vezes, é extremamente difícil
fixar os alimentos a partir da concepção ou
do nascimento, já que o investigado sempre
terá a seu favor a alegação de que
desconhecia o fato.
"Mas não se pode descartar – afirma a
desembargadora Berenice - que, diante da
existência de prova nos autos, no sentido de
o investigado ter conhecimento prévio do
fato natural da concepção, ou do nascimento,
do filho que lhe é atribuído, antes mesmo de
tomar ciência da ação investigatória de
paternidade que lhe é movida, os alimentos
devem ter como termo inicial data anterior à
citação". O acórdão justifica que
"a sentença na ação de investigação de
paternidade é de carga eficacial
declaratória, ou seja, declara a paternidade
que existe desde o momento da concepção,
razão pela qual aboliu-se a idéia de que os
alimentos devem ser fixados e tornam-se
devidos apenas a partir da sentença".
O desembargador Ricardo Raupp Ruschel
acompanhou o voto da relatora. Seu colega de
Câmara, Sérgio Fernando de Vasconcellos
Chaves, votou de forma divergente, em parte,
concedendo os alimentos a partir da citação
do réu, ocorrida em março de 1992. As
prestações alimentícias em atraso somam 17
anos e três meses, totalizando assim, em
valores de hoje, R$ 124.200,00. O advogado
João Costa Beber atuou em nome do
investigante. O investigado ainda pode
tentar um recurso especial ao STJ. (Proc. nº
70012915062).
Na sentença, que foi parcialmente transcrita
no acórdão da 7ª Câmara, o juiz Ricardo da
Costa Tjäder, refere que a sua decisão de
fazer os alimentos retroagirem ao mês da
concepção visa desestimular aqueles que -
agindo contrariamente a uma paternidade
responsável - se aproveitam da demora
processual. Leia a parte nuclear:
"Sabendo-se da importância da fase da
gravidez para a formação adequada de uma
criança, bem como de seus primeiros anos, o
dever de alimentar desde a concepção é uma
necessidade e uma obrigação decorrentes da
paternidade responsável que tanto é
apregoada, como uma necessidade social no
País.
Sendo os alimentos devidos desde a concepção
não haverá nenhum incentivo para que o pai,
pelo motivo da obrigação alimentar, deixe de
reconhecer um filho de forma mais rápida,
pois, de qualquer forma, terá que pagar-lhe
alimentos a partir da sua concepção, como
fazem os pais responsáveis com os deveres
que possuem com sua prole, despendendo desde
a concepção esforços e valores para que a
sua adequada formação intra-uterina.
Não pode ser desigual a situação de filhos,
que não tenham a felicidade de terem pais
com o mesmo grau de responsabilidade. Isto
seria o legitimar, por força do acolhimento
pelo Poder Judiciário, de uma situação de
desigualdade fática, que se tornaria cada
vez mais causa de desigualdades jurídicas
entre filhos que tenham origem em
paternidades responsáveis (em relações de
casamento, ou não) com aqueles que não
tenham um pai absolutamente cônscio com os
deveres e as necessidades de seu filho desde
a data de sua concepção".
2- 1º Seminário Nacional em Defesa da Vida
No dia 07 de Dezembro de 2005, será realizada pela Frente Parlamentar em Defesa da Vida Contra o Aborto, o 1º Seminário Nacional em Defesa da Vida.
Este seminário é aberto a todos devendo o interessado fazer sua inscrição através do e-mail defesadavida2005@yahoo.com.br .
Tel.: (61) 3215-5617 / 3215-1617
Local: Auditório Nereus Ramos, Câmara os Deputados, Brasília - DF
http://www.estadao.com.br/ciencia/noticias/2005/nov/24/57.htm
3- FDA convoca estudo sobre mortes com pílula do aborto
Washington - A Administração Federal de Medicamentos e Alimentos dos Estados Unidos (FDA) e os Centros para o Controle e a Prevenção de Doenças programaram para o início de 2006 uma reunião para estudar o caso de quatro mulheres que morreram após consumir a pílula do aborto Mifeprex, ou RU-486.
Segundo fontes da FDA, a agência está preocupada com os casos, registrados entre 2003 e 2005 no Estado americano da Califórnia. As mulheres usaram a pílula, fabricada pelos laboratórios Danco, e sofreram um tipo de infecção.
Entre outros assuntos, as autoridades analisarão se a pílula torna as usuárias vulneráveis a uma infecção pela bactéria Clostridium Sordelli e, caso isso seja comprovado, estudarão como é possível detectar e prevenir o problema.
O Mifeprex está há cerca de cinco anos no mercado americano e foi utilizado por mais de 460 mil mulheres desde sua autorização pela FDA. No último mês de julho, os próprios laboratórios informaram que tinham incluído em sua bula uma advertência sobre a possível relação do remédio com o surgimento da bactéria, enquanto a FDA também acrescentou a informação em seu site em 4 de novembro.
A pílula deve ser tomada nos 49 dias posteriores ao início da última menstruação. Os efeitos secundários desta pílula trouxeram preocupações no ano passado no Japão - onde o medicamento não foi aprovado pelo sistema sanitário.
4-
Parlamentares
europeus vão dia 7 de dezembro ao Congresso
brasileiro promover o aborto
América Latina é principal
objetivo da campanha internacional a
pressionar países onde aborto é proibido ou
limitado
BRASÍLIA, quinta-feira, 24 de novembro de
2005 (ZENIT.org).-
O grupo de parlamentares europeus que vem ao
Brasil promover o aborto irá ao Congresso
Nacional no dia 7 de dezembro.
Segundo a ata da reunião deliberativa desta
quinta-feira da Comissão de Seguridade
Social e Família da Câmara do Deputados, a
dep. Jandira Feghali solicitou ao presidente
desse organismo, deputado Benedito Dias, que
essa Comissão participe da recepção ao grupo
de parlamentares.
Jandira Feghali é relatora do projeto de lei
que descriminaliza o aborto do Brasil em que
qualquer período da gestação.
De acordo com a ata da reunião, a dep.
Jandira Feghali solicita «que esta Comissão
participe no próximo dia 7 de dezembro, às
14:30, juntamente com a Comissão de Direitos
Humanos, da recepção de um grupo de
parlamentares europeus que estarão de visita
ao Brasil, para discutir com diversas
autoridades o avanço na legislação mundial
que trata da interrupção voluntária da
gravidez».
Como noticiou Zenit no
domingo passado,
o Inter European Parliamentary Forum on
Population and Development (IEPFPD) e as
Catholics For a Free Choice (CFFC, Católicas
pelo Direito de Decidir) ofereceram um
pacote de dez dias de atualização para
parlamentares europeus no Brasil e no Peru
para estudar «a realidade dos direitos
sexuais e reprodutivos na América Latina e a
influência da Igreja católica sobre questões
políticas».
Segundo denúncia do CESPAS (Centro Europeo
di Studi su Popolazione, Ambiente e
Sviluppo)
www.cespas.org,
a viagem acontecerá de 1 a 10 de dezembro e
--lê-se no convite-- será uma ocasião de
encontros com as organizações
não-governamentais locais «que promovem a
saúde reprodutiva» --para ser mais preciso,
o aborto e a contracepção--, homens do
governo, parlamentares: com eles se
discutirá como retirar «o impacto da
religião» sobre o tema.
A visita --foi escrito no convite-- começará
no Brasil, onde «está acontecendo uma rápida
transição, seja econômica ou política», para
depois continuar no Peru, «um dos países
mais pobres da região».
De acordo com Riccardo Cascioli, diretor do
CESPAS, «esta iniciativa insere-se em uma
vasta campanha internacional dirigida a
criar pressões sobre países nos quais o
aborto é proibido ou limitado. A América
Latina é o objetivo principal deste ataque,
enquanto é praticamente o único continente
onde o aborto continua largamente proibido».
ZP05112417
LINK:
http://www.portaldafamilia.org/artigos/artigo349.shtml
5- Cientistas afirmam que a pesquisa
com células-tronco adultas é mais útil do
que a pesquisa com células-tronco de
embriões
Interessantes informações sobre a
pesquisa com células-tronco embrionárias -
adaptado de lifenews - 24/Maio/2005
No momento que a Câmara dos Deputados dos
Estados Unidos analisa propostas
orçamentárias para pesquisas com
células-tronco que disputam verbas oficiais,
cientistas e observadores do debate sobre
células-tronco destacam que as
células-tronco adultas têm sido mais úteis e
eficientes do que as embriônicas.
Phil Coelho é o principal executivo e
presidente do Conselho de Administração da
Thermogenesis Corp., que presta serviços de
processamento e de preservação criogênica
para os principais bancos de células-tronco
de cordões umbilicais. Coelho afirma que as
células-tronco adultas "foram usadas cerca
de 30.000 vezes" em procedimentos clínicos
nos Estados Unidos, e diz que as
células-tronco de cordões umbilicais, tema
de uma das propostas que o Congresso dos
Estados Unidos discutirá, "apresenta
vantagens dramáticas".
De acordo com Coelho, as células-tronco
adultas "podem se transformar em muitos - e
talvez em todos - diferentes tipos de
tecido; elas possuem a capacidade de
suportarem muitas divisões celulares e
exigem menos enxertos para uma mesma
doença".
Ainda segundo Coelho, o primeiro paciente
tratado com células-tronco adultas, em 1988,
não apresenta nenhum sinal da Anemia de
Fanconi da qual sofria quando criança. Desde
então, mais de 6.000 pacientes, com 66
diferentes moléstias foram tratados nos
Estados Unidos com sucesso, utilizando
células-tronco adultas.
Ele complementa que são espetaculares os
resultados com células-tronco adultas. "Um
estudo recente aponto um índice de
sobrevivência de cerca de 70% entre adultos
portadores de alto risco que foram tratados
com células-tronco umbilicais. Os resultados
são ainda mais promissores entre crianças,
com índices de sobrevivência de 80% para as
que apresentam síndromes de
imunodeficiência".
O deputado federal Dave Weldon concorda com
Coelho. "Células-tronco adultas e, em
particular, células-tronco umbilicais, estão
destinadas a serem as fontes da medicina
regenerativa e miraculosa no futuro", disse
ele. "A pesquisa com células-tronco
embrionárias não está obtendo resultados tão
bons".
Por outro lado, a pesquisa com
células-tronco embrionárias ainda está por
curar um único paciente. Nenhum tratamento
aprovado nos Estados Unidos está sendo
aplicado em pacientes, como resultado da
pesquisa com células-tronco embrionárias, e
não há experimentação clínica com pessoas.
Depois de 20 anos de pesquisa em
laboratório, com cobaias, os resultados
alcançados não são seguros.
Nos laboratórios, as células-tronco
embrionárias produziram tumores, provocaram
rejeição quando transplantadas, e apenas
resultaram no tipo errado de células
necessárias para substituição das células
comprometidas de pacientes.
É por causa disto que os investidores
privados aplicaram a maior parte dos seus
recursos na pesquisa das células-tronco
adultas. William Haseltine, principal
executivo da Human Genone Sciences, é um
destacado incentivador da pesquisa com
células-tronco embrionárias. Porém, ele
considera que os resultados ainda estão a
décadas de distância e a sua empresa não
está gastando dinheiro em células não
comprovadas. Ele admite que "a utilização
rotineira de células-tronco embrionárias na
medicina ainda tarda 20 ou 30 anos".
Haseltine acrescentou que "a linha do tempo
para a comercialização (de células-tronco
embrionárias) é tão longa que eu
simplesmente não investiria. Você pode notar
que a nossa empresa não tem feito este tipo
de investimento".
Kelly Hollowell, Ph.D., farmacologista
molecular e celular, além de ser procuradora
do sistema americano de patentes, disse que
outro problema com as pesquisas com
células-tronco embrionárias é a exigência de
coletar tantas células e a necessidade de
óvulos humanos para a produção de embriões.
"Para tratar, por exemplo, os 17 milhões de
pacientes diabéticos dos estados Unidos será
necessário um mínimo de 850 milhões a 1,7
bilhões de óvulos", disse Hollowell. "A
coleta de 10 óvulos por doadora requer de 85
a 170 milhões de mulheres. O custo total
seria astronômico, no nível de 100 a 200 mil
dólares para lotes entre 50 e 100 óvulos".
A doutora Hollowell explicou, em uma
conferência da Fundação Heritage, que o
processo de obtenção dos óvulos coloca a
saúde da mulher em risco. "Os regimes de
superovulação dos tratamentos de
infertilidade seriam utilizados para a
obtenção desses óvulos. Ainda estão sendo
debatidos os riscos associados aos regimes
de superovulação ou de terapias com elevadas
doses de hormônios". Ela considera que as
mulheres que adotam estes processos podem
estar sujeitas a um "espectro de problemas
que inclui perda de memória, apoplexia,
acidentes vasculares cerebrais,
infertilidade, câncer
e até a morte da paciente".
Ela concluiu dizendo que "os dados
científicos sobre a pesquisa com
células-tronco embrionárias simplesmente não
apóiam o investimento contínuo na pesquisa.
Mesmo que esta pesquisa alcançasse êxito,
ela é falida moralmente e coloca em risco as
mulheres".
6-
Pioneiro da clonagem para fins terapêuticos
pede desculpas por violação de ética
Seul (Coréia do Sul), 24/11/2005 - 13:39
O cientista sul-coreano líder nas pesquisas
de clonagem humana para obtenção de
células-tronco pediu desculpas publicamente
nesta quinta-feira pelo que julga terem sido
violações da ética em suas experiências.
Numa entrevista coletiva dada em tom solene
e constrangido, Hwang Woo-suk contou que
duas integrantes de sua equipe doaram óvulos
para seus estudos. A revelação se soma à
polêmica suscitada por um médico nesta
semana, ao confessar o pagamento do
equivalente a US$ 1.450 a 16 mulheres que
doaram óvulos para a pesquisa para clonagem
terapêutica encabeçado por Hwang - mas sem o
conhecimento dele.
- Estou muito, muito sentido de ter que
dizer publicamente palavras vergonhosas
demais e horríveis - disse Hwang. - Deveria
estar aqui relatando sucessos de nossa
pesquisa, mas sinto muito que, em vez disso,
tenha que pedir desculpas. (...) Muito
concentrado no avanço científico, posso não
ter visto todas as questões éticas
relacionadas à minha pesquisa.
O cientista disse que tomou conhecimento,
neste ano, de que as pesquisadoras
forneceram óvulos em 2002 e 2003, apesar de
ele ter recusado ofertas delas para fazer
isso.
- Naquele tempo, a tecnologia não era tão
avançada como hoje e criar uma linhagem de
células-tronco requeria oócitos (óvulos).
Foi durante esse tempo que minhas
pesquisadoras sugeriram fazer doações
voluntárias. Eu claramente recusei.
Hwang disse que compreendia a maneira de
pensar delas e que, se fosse mulher, talvez
tivesse doado óvulos também.
O Ministério da Saúde da Coréia do Sul disse
que a doação das pesquisadoras não era
criminosa ou antiética para seus padrões.
Mas vários países consideram o tipo de
doação que as cientistas fizeram uma
violação da ética médica, segundo a qual um
subordinado não deve ser moralmente coagido
à colaboração.
Um especialista em bioética da Universidade
Nacional de Seul, onde fica o laboratório de
Hwang, disse que o governo pode estar sendo
relutante em apontar deslizes éticos e
prejudicar a posição hoje privilegiada do
país neste campo de pesquisa.
- O Ministério da Saúde está dando
prioridade muito alta ao interesse do país,
em vez de padrões éticos - disse Jin
Kyo-hoon.
Para se ter uma idéia de como o tema é
delicado para a comunidade científica, em
meados deste mês um importante pesquisador
americano - Gerald Schatten, da Universidade
de Pittsburgh - rompeu com uma colaboração
de quase dois anos com o grupo de pesquisa
sul-coreano, ao suspeitar das denúncias
feitas agora. "Minha decisão é baseada
somente em preocupações sobre doações de
oócitos na pesquisa relatada em 2004 pelo
doutor Hwang", disse Schatten num comunicado
emitido então, referindo-se à célebre
clonagem seguida da obtenção de linhagens de
células-tronco.
A primeira resposta de Hwang aos rumores
veio no dia 14. Ele disse que suas
experiências seguiam rigidamente os
parâmetros governamentais, inclusive sobre
doação de óvulos. Nesta quinta-feira, seu
tom foi oposto:
- Eu sinceramente peço desculpas por ter
gerado preocupação em casa e no exterior -
disse o cientista.
Ele também anunciou que estava deixando o
cargo de presidente do Centro Mundial de
Célula-tronco. A entidade foi fundada no mês
passado, com pesquisadores de vários países,
para a busca de tratamento de males
incuráveis e tem planos de abertura de
núcleos de clonagem em São Francisco, nos
EUA, e em Londres. O pedido de demissão,
segundo o cientista, era sua maneira de
penitenciar-se.
Hwang Woo-sul até hoje era considerado um
herói em seu país e uma recente sumidade na
comunidade científica internacional. Sua
equipe foi não apenas a primeira a obter
linhagens de células-tronco humanas a partir
da clonagem, como surpreendeu novamente o
mundo neste ano ao apresentar o primeiro
clone de um cão - um feito perseguido
durante muitos anos por outros grupos
científicos, sem sucesso. Recentemente, a
revista "Time" elegeu o cão Snuppy a mais
impressionante inovação do ano de 2005.
Com restrições impostas pelo governo dos EUA
à clonagem terapêutica, a Coréia do Sul está
se tornando rapidamente a líder nesta frente
de pesquisa, que promete alternativas
promissoras para a cura de várias doenças e
a solução de algumas hoje incuráveis. O
principal responsável por isso vinha sendo
Hwang.
Fonte: Font, O Globo

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