NOTÍCIAS DA DEFESA DA VIDA
25/02/2005

Aborto

1- Bispos se encontram com o Presidente da República e Ministros - Brasil
2- CNBB mantém pressão contra aborto - Brasil
3- ABORTO - UM ESTUPRO À RAZÃO - Brasil
4- Conselho de Saúde adia debate sobre aborto de bebês com anencefalia - Brasil
5- ESPANHA: MULHER QUE ABORTOU SEU SEGUNDO FILHO VIRA LÍDER PRÓ-VIDA

6- Parlamento polonês se recusa a legalizar o aborto por atentar contra a nação

 

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1- Bispos se encontram com o Presidente da República e Ministros
BRASILIA, 24 Fev. 05 (ACI) .- Em um diálogo de  quase três horas, a presidência da CNBB - Dom Geraldo Majella Agnelo e Dom Odilo Pedro Scherer, o presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família, Dom Rafael Cifuentes, e assessores tiveram, ontem, 23, no final do dia, um encontro com o presidente da República, Luiz Inácio da Silva, os ministros Dulci, Marina Silva, Miguel Rosseto, Nilmário Miranda e Patrus Ananias.
Dom Geraldo Agnelo, que  expôs a pauta da reunião expressou a  preocupação da Igreja com a violência no campo, a pesquisa com células-tronco e a descriminalização do aborto.
Os ministros, também participaram expondo os problemas e questões fundamentais a serem combatidos no Brasil em razão dos últimos acontecimentos. A ministra Marina Silva falou da violência no campo, em especial no Pará. Nilmário Miranda falou da segurança.
Foi lembrado o frei Henri que está sendo ameaçado. Falou da questão de terras em Goiânia. Sobre a questão indígena, o ministro falou dos encaminhamentos da homologação em terra contínua.
Os bispos deixaram o encontro com a garantia do presidente da República de que, do Governo, não partirá nenhuma iniciativa para a despenalização do aborto.

 

2- CNBB mantém pressão contra aborto
Brasília, 23/2/2005 - 11:25

http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u105986.shtml
Após a decisão de excluir a CNBB (Conferência Nacional de Bispos do Brasil) da comissão do governo que irá revisar a legislação punitiva do aborto, a ministra Nilcéia Freire (Políticas para Mulheres) ofereceu ontem à entidade a participação por meio de audiências.

Longe de apaziguar ânimos, a ministra se deparou com um comitê organizado para reagir fortemente à iniciativa.

A reunião com Nilcéia ontem durou uma hora e, segundo um relato ouvido pela Folha, a ministra mais ouviu do que falou.

Pela CNBB participaram D.Geraldo Majella (presidente), D. Odilo Scherer (secretário-geral) e Zilda Arns (Pastoral da Criança), entre outros.

Todos saíram apressados e com semblante fechado. A ministra demonstrou constrangimento.

Horas antes, Nilcéia discursou para a bancada feminina na Câmara dos Deputados.

A ministra assegurou aos parlamentares que o grupo que irá discutir a descriminalização do aborto no país funcionará de forma democrática.

"O nosso diálogo será o mais amplo possível. Vamos garantir que todos os segmentos tenham a oportunidade de se manifestar ao longo dos trabalhos. É nesse espírito que a secretaria terá um diálogo com a CNBB", disse Nilcéia.

Apesar disso, reafirmou que não há convite para a CNBB participar da comissão, já que a decisão cabe ao Conselho Nacional de Políticas para Mulheres --órgão colegiado da pasta.

Já está decidido que a sociedade civil participará com seis representantes.

Quatro são conselheiras ligadas ao movimento feminista. Uma cadeira é da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia).

O último posto está em aberto e pode ser ou não destinado a uma representação religiosa --o conselho resiste à indicação do governo do Conic (Conselho Nacional de Igrejas Cristãs).

Outro tom

Na CNBB, o tom do debate era outro. Em amplo encontro paralelo, os bispos avaliaram que a iniciativa de descriminalizar o aborto faz parte do que consideram a "cultura da morte". Na semana passada, avisaram que não iriam "ficar de braços cruzados".

Internamente, a entidade se preocupa com a facilidade que a comissão terá para fazer uma proposta pela descriminalização. Hoje a mulher que pratica o aborto pode ser punida com uma pena de um a três anos de detenção. Além de Nilcéia, as quatro conselheiras, o Ministério da Saúde e a Secretária de Direitos Humanos têm posição favorável.

 

3- ABORTO - UM ESTUPRO À RAZÃO
        Heitor Reis (*)
        Antes de tudo, veja quem ganha com o comércio de fetos e está por de trás da mais sórdida forma de comércio, financiando ocultamente este movimento, certamente composto por pessoas de boa fé, manipuladas pelo mesmos interesses mercantilistas que combatem normalmente:  http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2003/09/264660.shtml 
        Mas há um aspecto mais profundo, específico e pessoal, além deste, meramente comercial, capitalista e neoliberal, onde tudo tem seu preço, desde que propicie lucro para as empresas, sem princípio ético algum. 
        É um ato de inteligência permitir que ocorra uma gravidez, quando ela não é desejada? 
        Quando sabemos que vamos dirigir, não devemos beber, já que as conseqüências podem não ser agradáveis... 
        Quando usamos o cinto de segurança, visamos nos antecipar a um fato indesejado que poderia nos custar caro... Etc., etc., etc. ... 
        No entanto, quando se trata do aborto, o enfoque de seus defensores se concentra em um efeito e não em sua causa, demonstrando a irracionalidade de tal tese. 
        Quem deseja realizar um aborto é alguém que ficou grávida sem o querer. 
        Se não o queria, por que se permitiu engravidar, quando há recursos suficientes para evitá-la? 
        E não me venha com aquela mentira amarela que nada sabia sobre a relação direta entre sexo e gravidez!!!
        Depois vem se fazer de vítima, alegando estar sendo crucificada em preconceitos religiosos, quando na realidade ela própria sacrifica no calvário de seu prazer indômito, os mais simples postulados da lógica científica.
        O custo do aborto, suas seqüelas psicológicas e orgânicas, quando não fatais, são muito mais onerosas que a simples prevenção. 
        Mas isto exige uma certa disciplina, racionalidade, auto-controle e
        consciência, qualidades estas bastante fora de moda ultimamente. São raros os que tem interesse em praticá-las. 
        Infelizmente, a grande maioria prefere viver dopada em suas próprias emoções e sentimentos, ou naqueles produzidos pela TV, principalmente, tornando-se vítimas compulsórias do sexismo sem limites, sem consciência, sem responsabilidade e sem a única característica que distingue o ser humano de um animal. 
        E não estou falando apenas da abstinência! A própria ICAR - Igreja Católica, Apostólica e Romana divulga gratuitamente método aprovado pela infalibilidade papal (sic), alegando ser ele o mais seguro em todos os sentidos. Mais barato e menos nocivo à saúde.
        A mulher é dona de seu próprio corpo, como se tem alegado para defender o aborto, esquecendo-se que um homem contribuiu (racional ou animalescamente) com a metade da condição sem a qual não haveria início do processo de geração de outra vida, sendo aquele outro corpo em formação, propriedade também do parceiro que praticou coito com a que engravidou.
        E, como homem não fica grávido e nem faz aborto em si mesmo, sendo muito comum abandonar a mãe de seus filhos, a responsabilidade por prevenir-se da gravidez indesejada acaba sendo da mulher, em função de sua condição natural. Também influencia neste processo a opção consciente ou culturalmente compulsória (não é dona nem de sua própria mente!) pela paixão, em detrimento da razão. Prefere acreditar nas milenares mentiras que os homens se aperfeiçoaram em dizer, para conseguir alguns minutos de prazer. 
        Mas, se ela fosse realmente dona do seu corpo, teria domínio sobre ele o suficiente para impedir que ocorresse em seu interior algo que não deseja. Aquilo que a gente não domina, não nos pertence.
        Por que ao invés de defender-se a conseqüência, estes aguerridos militantes da irracionalidade não se concentram na p(m)aternidade responsável, procurando cortar, assim, o mal pela raiz? 
        CONSTITUIÇÃO FEDERAL
        CAPÍTULO VII
        DA FAMÍLIA, DA CRIANÇA,
        DO ADOLESCENTE E DO IDOSO
        Art. 226 - A família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado.
        § 7º - Fundado nos princípios da dignidade da pessoa humana e da paternidade responsável, o planejamento familiar é livre decisão do casal, competindo ao Estado propiciar recursos educacionais e científicos para o exercício desse direito, vedada qualquer forma coercitiva por parte de instituições oficiais ou privadas. 
        Antes de defender-se o aborto, é muito mais sensato atacar suas causas, nos termos da lei, gastando toda esta energia no sentido de exigir do Estado que cumpra o seu dever, propiciando condições para que não haja o aborto no sentido tradicional, mas que ele seja praticado antes da geração de um filho indesejado. 
        Abortemos, antes a ignorância, a irresponsabilidade e a inconseqüência. 
        Afinal, quem abdicou do direito de prevenir a gravidez tem o direito de abortá-la? 
............................
        Aborto? Aborte esta idéia. Seja racional! 
        Se não quer um filho, não engravide! 
        Uma simples questão de lógica...     

* < heitorreis@brfree.com.br >

 

4- Conselho de Saúde adia debate sobre aborto de bebês com anencefalia
SÃO PAULO, 21 Fev. 05 (ACI).- O pedido da Coordenadora Nacional da Pastoral Infantil, Zilda Arns, permitiu que o Conselho Nacional de Saúde (CNS) adiasse para a próxima reunião, a discussão sobre o aborto de bebês com anencefalia.
Além de ser integrante do CNS, Arns é conselheira da Conferência Nacional de Bispos do Brasil (CNBB) e sempre expressou sua oposição ao aborto.
Há alguns, quando o assunto seria discutido no CNS, três conselheiros defenderam o aborto como "direito da mulher" a optar pela morte de um bebê anencefálico. Zilda Arns pediu que o debate fosse adiado para que o CNS pudesse ouvir também a opinião de técnicos contrários ao aborto.
"É injusto. Não pode ser que só se traga pessoas a favor do aborto e a ninguém que defenda a vida do bebê", indicou. Outros conselheiros também estiveram de acordo adiando o debate, reclamando maior informação. Decidiu-se que em dez dias serão apresentados os nomes de quatro profissionais que irão expor aos conselheiros sobre o aborto de bebês com anencefalia. Duas serão da área técnica -um a favor e outro em contra o aborto- e outros dois tratarão os aspectos ético-jurídicos do caso.
Deste debate sairá uma resolução que se encaminhará ao Superior Tribunal, a fim de iluminar aos magistrados que julgarão a legalidade ou não do aborto de bebês anencéfalos. No ano passado, o Superior Tribunal anulou um decreto provisório do Ministro de Saúde, que liberava este tipo de aborto, sem a autorização judicial específica.

 

5- ESPANHA: MULHER QUE ABORTOU SEU SEGUNDO FILHO VIRA LÍDER PRÓ-VIDA

Madri., 24 fev (SIR) - Maria Esperanza Puente abortou há dez anos  seu segundo filho em uma clínica espanhola. Ela se reconhece “vítima” porque ainda sofre as conseqüências psicológicas da síndrome pós aborto e está decidida a contar a pior experiência de sua vida para que outras mulheres decidam não abortar.  “Sou porta-voz das Vítimas do Aborto porque sou vítima. Nunca ninguém me informou das conseqüências psicológicas que ia sofrer após abortar”, assinalou Puente, agora militante pró vida. Segundo o Semanário Alba, Puente disse que inclusive depois de tanto tempo “sua mente guarda lembranças” que quer esquecer, mas “a consciência humana natural indica que não está bem o que fez”. “As garotas mais jovens lembro que choravam baixinho, sem fazer ruído. Ninguém comentava nada com ninguém e reinava o silêncio, quando em seu interior gritava muito forte: não quero! Mas são gritos de afogados, que não escuta nem quem está do lado, só você ouve”, recordou Puente o que acontecia na clínica Abortista. Logo depois de falar com o psicólogo, mais preocupado em cobrar que em esclarecer dúvidas irresolutas, e de assinar um consentimento informado para realizar o aborto, Puente entrou na sala de cirurgia para que lhe praticassem a intervenção que segundo ela foi “rápida e muito agressiva”.

A intervenção

Puente recorda “o curioso é como antes do aborto não lhe deixam ver a tela do ecograma se por acaso você se  arrepende, quando já está na maca, dá no mesmo”.

“Eu estava olhando para o teto dizendo pare!, mas sem gritar. Queria sair correndo dali mas não pude. É tão duro assumir o que está acontecendo como a maneira em que está passando”, indicou Puente. Maria Esperanza Puente lembra que seu filho “foi jogado em um recipiente de cristal e fica aí, jogado de um lado. Você o vê. Em seguida a enfermeira leva o pote. Nesse momento é como se lhe arrancassem com ele a vida”. Ao referir-se à síndrome pós aborto, Puente assegura o “não se perdoar” como fator determinante, onde qualquer situação pode  fazer reviver o aborto ao qual se submeteram. “Algumas garotas vêem  uma criança de quatro anos, que é a idade que deve ter seu filho, e se põem a chorar”, assegurou Puente.

Manipulação

Em dez anos só a Associação de Vítimas do Aborto lhe prestou ajuda. “Os médicos do Estado não oferecem ajuda, o Estado não informa, os meios de comunicação manipulam. Lançam a mensagem de que abortar é liberdade, é progresso, de que não faz mal”, afirmou Puente. Com este testemunho Maria Esperanza Puente quer ganhar a batalha pela vida e que muitas mulheres mais desistam de abortar. 

 

6- Parlamento polonês se recusa a legalizar o aborto por atentar contra a nação

VARSOVIA, 17 Fev. 05 (ACI).- A Baixa Câmara do Parlamento polonês  recusou por 199 votos uma proposta impulsionada pelo Governo para permitir o aborto até as doze semanas de gestação, promover a educação sexual nas escolas primárias como matéria separada e permitir que as meninas menores de idade abortem sem o consentimento de seus pais.

A lei sobre legalização do aborto foi impulsionada pela Aliança Democrática de Esquerda e teve o apoio de 183 deputados. Entretanto, não prosperou graças à tenaz oposição dos parlamentares da Liga de Famílias Polonesas, que enviaram a seus colegas centenas de caixas com pequenas bonecas que simulavam fetos de dez semanas de gestação, com a inscrição: “sua vida também começou na concepção”.

Por sua vez, a Igreja se somou à campanha pela vida através de uma carta enviada aos deputados. O texto qualifica a proposta de “crime contra a nação”, sobre tudo se for levado em conta o sob índice de natalidade do país.

Polônia teve sob o regime comunista leis que favoreciam o aborto. Entretanto, a legislação que entrou em vigor em 1993 só permite esta prática se a saúde da mãe estiver em risco, se o feto apresentar problemas irreparáveis ou se a gravidez for produto de uma violação ou incesto.

 


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