
NOTÍCIAS DA DEFESA DA VIDA
23/06/2006
Adoção
1- Comissão da Adoção discutirá modificações no substitutivo
Aborto
2- Se Anistia Internacional
promover o aborto, será
desacreditada, assegura cardeal
Martino
3- Espanha superou os 90.000
abortos em 2005
4- Ao aprovar eliminação de
embriões, Europa se esquece das
aberrações do século XX
5- Suíça: Companhias de seguro
dão descontos a quem se
compromete a não abortar
Anencefalia
6-
Anencéfalo: governo discorda de
regra
7- Governo contesta regra para anencéfalo
Pena de Morte
8- Comissão aprova pacto internacional contra pena de morte
9- Assassino mexicano é condenado à morte nos EUA
10- Presidente das Filipinas assina lei que acaba com a pena de morte
*****
Consolidada - 21/6/2006 18h13
1- Comissão da Adoção discutirá modificações no substitutivo
www.camara.gov.br/internet/agencia/materias.asp?pk=90522
A Comissão Especial da Lei da
Adoção (projetos de lei 1756/03,
6222/05 e outros) realizará, até
o início do recesso legislativo,
duas reuniões para discutir as
sugestões apresentadas ao
substitutivo elaborado pela
relatora, deputada Teté Bezerra
(PMDB-MT). Na reunião de hoje, a
presidente da comissão, deputada
Maria do Rosário (PT-RS),
lembrou que existem questões
sensíveis e importantes para a
sociedade brasileira
relacionadas à matéria.
Entre elas, estão algumas
modificações pontuais no
Estatuto da Criança e do
Adolescente (ECA). "Por isso, há
uma certa polêmica em alguns
setores, pois para eles o
estatuto é um símbolo da luta
histórica em defesa dos direitos
da criança", disse.
Maria do Rosário afirmou estar
preocupada com a possibilidade
de a família biológica poder
escolher a família que adotará a
criança. "O corpo da criança
está perversamente transformado
em mercadoria. Quem garante que
isso não abrirá a possibilidade
para o agenciamento?",
questionou.
Aperfeiçoamento
Para a deputada Luiza Erundina
(PSB-SP), integrante da
comissão, o ECA precisa ser
aperfeiçoado em certos aspectos,
mas é necessário haver acordo
entre os integrantes da comissão
e a sociedade civil. Erundina
destacou que é preciso uma certa
"paciência histórica" para que
haja a negociação de um projeto
entre a sociedade e os
parlamentares e seja possível
construir avanços sem perder as
conquistas. "Se não houver esse
acordo, corremos o risco de
aprovar uma lei que não pega",
explicou.
Erundina ressaltou que não há,
ainda, amadurecimento dos
próprios integrantes da comissão
sobre a melhor solução para os
entraves da proposta. "Há um
produto de qualidade que foi
produzido a partir das
discussões que já realizamos e
da competência e flexibilidade
da relatora, mas existem nós que
ainda precisam ser desatados",
comentou.
Novos encontros
A relatora Teté Bezerra
informou, durante a reunião, que
levará em consideração para o
seu substitutivo não só as
ponderações dos demais
integrantes da comissão, mas
também as sugestões que possam
surgir da consulta pública que
está sendo realizada pelo
Conselho Nacional dos Direitos
da Criança e do Adolescente (Conanda)
sobre convivência familiar.
O deputado João Matos (PMDB-SC),
autor do PL 1756/03, declarou a
sua preocupação com a demora na
aprovação do projeto. "Não
podemos servir de instrumento
para inviabilizar o projeto, por
conta de interesse de órgãos que
são contrários a ele", afirmou.
Em resposta a ele, Maria do
Rosário afirmou que os trabalhos
da comissão estão pautados pelos
interesses das crianças e
adolescentes, e não pelas
pressões, ainda que legítimas,
de diferentes setores da
sociedade.
Os deputados da comissão
definiram as próximas reuniões
para os dias 28, às 11 horas, e
11 de julho, às 14h30.
Notícias anteriores:
Projeto
cria cadastro nacional e reduz
abrigamento
Incentivos
financeiros são rejeitados por
relatora
O que diz a
legislação atual sobre a adoção
Reportagem - Cristiane Bernardes
Edição - Maria Clarice Dias
(Reprodução autorizada desde que
contenha a assinatura 'Agência
Câmara')
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2- Se Anistia
Internacional promover o aborto,
será desacreditada, assegura
cardeal Martino
SINGAPURA,
quinta-feira, 22 de junho de
2006 (ZENIT.org).-
Anistia Internacional, a
organização comprometida com os
direitos humanos, irá se
desacreditar se promover o
aborto mundialmente, afirmou o
cardeal Renato R. Martino,
presidente dos Conselhos
Pontifícios Justiça e Paz e para
a Pastoral dos Migrantes e
Itinerantes.
Anistia Internacional, fundada
pelo advogado católico Peter
Benenson em 1961, com sede
central em Londres, empreendeu
uma consulta entre seus dois
milhões de membros distribuídos
pelo mundo para perguntar se
deve abandonar sua posição de
neutralidade ante o aborto e
passar a lutar por sua
introdução legal no mundo.
«Estimo a Anistia Internacional,
mas dessa forma ela iria se
contradizer. Espero que não o
faça, pois se desacreditará como
defensora dos direitos humanos»,
afirmou o cardeal Martino em uma
entrevista concedida à agência
Reuters desde Singapura.
Segundo testemunhas presenciais
da entrevista declararam à
agência Zenit, o cardeal Martino
afirmou que o embrião humano
deve ser tratado como uma
pessoa, com sua dignidade
humana, com os direitos de
qualquer ser humano, segundo
declara a Carta das Nações
Unidas em 1948 e em 1992.
Se Anistia Internacional der
este passo, acrescentou o
purpurado, surgirá a pergunta:
«De quem defendem os direitos
humanos? De todos? Não. Não do
não-nascido, que será
assassinado».
O cardeal encontra-se realizando
uma visita de três dias a
Singapura para celebrar os 25
anos das relações diplomáticas
desta República com a Santa Sé.
Tradução livre
Médicos Por la VIDA
<info@medicosporlavida.org>
escreveu:
3- Espanha superou os
90.000 abortos em 2005
Os dados sobre os
abortos em 2005 chegarão tarde,
posto que não se conheceram os
de 2004 até o final de dezembro
do ano passado. Uma forma de
distanciar a tragedia no tempo,
apesar de que cada ano o número
de bebês não nascidos cresce. O
Instituto de Política Familiar
(IPF) publicou uma estimativa
baseada no aumento de 6,2% que
na cifra da Comunidade de Madrid
(de 16.228 abortos em 2.004 para
17.245 em 2.005): se esse
crescimento se produz em toda
Espanha, são superados os 90.000
abortos.
A despenalização de alguns casos
de aborto en 1985 fez pensar a
muitos espanhóis que matar um
bebê antes de nascer não era
delito, nem imoral, assim que a
lei acabou por converter-se num
subterfúgio, especialmente no
suposto perigo psicológico para
a mãe: segundo o IPF desde 1985
até hoje o número de não nacidos
supera ja um milhão (1.019.000
abortos) e cada dia aumentam os
recordes referidos a principal
causa de mortalidade, um
problema que a propria Elena
Salgado, ministra da Saúde,
reconheceu. “Mas o que seja
talvez mais grave é o abandono
por parte do Ministerio da Saúde
às mulheres e seu drama do
aborto”, recorda o presidente da
entidade, Eduardo Hertfelder.
Médicos por la VIDA
info@medicosporlavida.org
www.medicosporlavida.org
"MPV é uma organização
universitaria da Faculdade de
Medicina da Universidade
Autônoma de Madri cujo objetivo
principal é a defesa do direito
mais fundamental do
ser humano: O DIREITO A VIDA
desde a concepção até a morte
natural".
4- Ao aprovar eliminação
de embriões, Europa se esquece
das aberrações do século XX
Segundo o diário da Santa Sé
CIDADE DO VATICANO, domingo, 18
de junho de 2006 (ZENIT.org).-
Ao aprovar a destruição de
embriões humanos para serem
sacrificados em favor da
pesquisa, a Europa se esquece
das lições dos dramas do século
XX, constata o diário da Santa
Sé.
Um artigo publicado na edição
italiana do sábado, 17 de junho,
de «L’Osservatore Romano»
comenta a aprovação do programa
marco de pesquisa para o período
2007-2013, que prevê a pesquisa
com células-tronco embrionárias.
O Parlamento Europeu de
Estrasburgo aprovou esta
proposta por 284 votos a favor,
249 votos contra e 32
abstenções.
Trata-se de um «erro
fundamental» do Parlamento
Europeu, segundo o diário
vaticano, pois baseia-se em uma
«concepção tragicamente
utilitarista» do ser humano,
comenta o jornal.
«E contudo, a Europa, filha do
século XX e nascida em oposição
às aberrações desse século,
deveria ser sensível frente aos
efeitos de uma concepção desse
tipo, se levada às suas extremas
conclusões».
«Intolerante na hora de admitir
as raízes cristãs de sua
identidade, parece que a Europa
hoje quer reconhecer-se em torno
de um laicismo cego, que não só
nega as convicções da maioria de
sua população, mas também os
direitos invioláveis da pessoa»,
acrescenta.
Desse modo, o velho continente
«ultraja a dignidade do homem e
rejeita os princípios inscritos
na própria natureza humana, e
portanto comuns a toda a
humanidade».
ZP06061807
5- Suíça: Companhias de
seguro dão descontos a quem se
compromete a não abortar
ROMA, segunda-feira, 5
de junho de 2006 (ZENIT.org).-
Na Suíça, existem já ao menos
cinco companhias de seguro de
saúde que mantêm desde 2004 um
acordo com a associação contra o
aborto «Ajuda suíça para a mãe e
a criança», segundo informa o
serviço informativo da Fundação
Jérôme Lejeune.
Estas seguradoras concedem
reduções dentre 10 a 40% às
asseguradas que renunciam ao
aborto e à fecundação in vitro,
assim como ao diagnóstico
pré-natal. Milhares de pessoas
assinaram esses contratos
especiais.
Josef Zisyadis, conselheiro
nacional do Partido Operário
Popular (POP), apresentou
recentemente uma intervenção com
vistas a proibir estas práticas.
O Conselho Federal acaba de
declarar que não deseja intervir
contra essas asseguradoras e
propôs ao Conselho Nacional que
rejeite a moção do conselheiro
do POP.
ZP06060503
CORREIO DO POVO
PORTO ALEGRE, QUINTA-FEIRA, 1º
DE JUNHO DE 2006
6- Anencéfalo: governo
discorda de regra
As regras para o
transplante de órgãos do bebê
com anencefalia deverão mudar.
Até o final da semana o
Ministério da Saúde, por meio do
Sistema Nacional de
Transplantes, enviará ao
Conselho Federal de Medicina
pedido de revisão da resolução
que permite ao médico
transplantes de órgãos do
anencéfalo logo ao nascer, com
autorização dos pais.
Apesar da anomalia, o bebê nasce
com capacidade de respirar. Isso
significa que tem vida', afirmou
Clóvis Constantino, presidente
do Departamento de Bioética da
Sociedade Brasileira de
Pediatria, que apóia a decisão
do governo federal.
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http://www.biodireito-medicina.com.br/website/internas/noticias.asp?idNoticia=118
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Tópicos relacionados:
1. Aos Ministros
do STF: o que é realmente
Anencefalia?
E o que está envolvido em seu
julgamento?
http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=9235502&tid=2452015293352698717
2. Sentença de interrupção da
gravidez - anencefalia
http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=9235502&tid=2467444183827014493
3. O direito à vida do nascituro
nas ações judiciais
http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=9235502&tid=2453080827494196061
4. CFM autoriza retirada de
órgãos de anencéfalos
http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=9235502&tid=2452172216425309021
www.biodireito-medicina.com.br
Jornal Estado de São Paulo, 1 de junho de 2006
7- Governo contesta regra para anencéfalo
Ministério vai exigir revisão de norma de 2004 que permite doação logo após nascimento de bebê sem cérebro
"Sem qualquer alarde, representantes de várias entidades se reuniram há uma semana em Brasília para debater a posição do ministério. Depois de oito horas de discussão, centros como SBP, Academia Brasileira de Neurologia, Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e até mesmo representantes do CFM chegaram, unanimemente, à mesma opinião do governo, de que o bebê não nasce morto. "A atual resolução do CFM, portanto, fere princípios éticos e LEGAIS e deverá ser revista", avalia Constantino."
Adriana Dias Lopes
As regras para o transplante de
órgãos do bebê com anencefalia,
anomalia que impede o
crescimento total do cérebro,
estão prestes a mudar. Até o fim
desta semana, o Ministério da
Saúde, por meio do Sistema
Nacional de Transplantes (SNT),
vai enviar ao Conselho Federal
de Medicina (CFM) um pedido
formal de revisão da Resolução
nº 1.752/04 que hoje permite ao
médico fazer transplantes de
órgãos do bebê anencéfalo logo
ao nascer, com autorização dos
pais.
O governo afirma
que é contra a doação de órgãos
do anencéfalo, até que ele pare
de respirar. "Apesar da
anomalia, o bebê
nasce com a capacidade de
respirar. Isso significa que ele
tem vida", afirma Clóvis
Constantino, presidente do
Departamento de Bioética da
Sociedade Brasileira de
Pediatria, uma das entidades que
apóiam a decisão do governo
federal.
A conclusão não
veio de repente.
Sem qualquer alarde,
representantes de várias
entidades se reuniram há uma
semana em Brasília para debater
a posição do ministério. Depois
de oito horas de discussão,
centros como SBP, Academia
Brasileira de Neurologia,
Associação Brasileira de
Transplantes de Órgãos, Ordem
dos Advogados do Brasil (OAB) e
até mesmo representantes do CFM
chegaram, unanimemente, à mesma
opinião do governo, de que o
bebê não nasce morto. "A atual
resolução do CFM, portanto, fere
princípios éticos e legais e
deverá ser revista", avalia
Constantino.
O anencéfalo
nasce com o tronco cerebral,
que é a parte responsável por
funções como ritmo dos
batimentos cardíacos, reflexos e
respiração.
"Por definição, a morte cerebral
só pode ser determinada depois
que o tronco parar de
funcionar", diz
Constantino.
Quando o CFM autorizou em 13 de
setembro de 2004 o uso de órgãos
dos anencéfalos para
transplante,
considerou o bebê portador da
anomalia como natimorto cerebral.
"A espera pela morte do tronco
cerebral para garantir a
existência de morte cerebral só
pode ser aplicada nos que têm
cérebro", diz Marco Antônio
Becker, primeiro-secretário do
CFM e
relator da Resolução nº 1.752/04.
"Quem não tem cérebro, como é o
caso do anencéfalo, não pode
sofrer o mesmo critério."
A cada 1.600 crianças, uma nasce
com anencefalia.
Cerca da metade nasce com vida.
Dessas, a maior parte morre em
horas e apenas 8% sobrevivem
mais de uma semana. No caso de
doação de órgãos do anencéfalo,
dias podem fazer toda a
diferença. "Um anencéfalo só é
um bom doador ao nascer", afirma
Miguel Barbero, diretor da
Unidade Cirúrgica Pediátrica do
Instituto do Coração (Incor).
Com o passar do tempo, os órgãos
vão se degradando, já que faltam
estímulos nervosos para o
funcionamento do organismo.
"O anencéfalo nasce sem partes
vitais do encéfalo, como
cérebro, crânio e cerebelo
(parte que coordena os
movimentos comandados pelo
cérebro)", explica José Dias
Gherperlli, do Departamento
Científico de Neurologia
Infantil da Associação
Brasileira de Transplantes de
Órgãos e presidente do
Departamento de Neurologia da
Sociedade Brasileira de
Pediatria. "O corpo não consegue
manter, por exemplo, a pressão
arterial adequada. Com isso, os
órgãos não são irrigados como
devem e vão falindo aos poucos.
O anencéfalo nasce com os órgãos
preservados.
Mas quanto mais rápido for o
transplante, melhor."
Um dos receptores que mais podem
se beneficiar do transplante de
órgãos de um anencéfalo são os
bebês que nascem com uma doença
chamada de síndrome da
hipoplasia do ventrículo
esquerdo. Trata-se de um dos
problemas mais diagnosticados da
vida intra-uterina - a
incidência é de 0,6 para cada
mil bebês nascidos vivos .
A hipoplasia é responsável por
22% de todas as mortes cardíacas
de bebês na primeira semana de
vida. "Só agora, por exemplo,
tenho no Incor três diagnósticos
intra-uterinos de hipoplasia no
Incor que certamente se
beneficiariam com o transplante
de um coração de anencéfalo",
diz Barbero.
BEBÊ ARTHUR
No fim do ano passado, o
transplante de órgãos do
anencéfalo veio à tona com o
caso do bebê Arthur, que começou
no Hospital Pró-Cardíaco, no
Rio, e terminou no Incor. Ele
sofria de hipoplasia e morreu em
abril, por falta de doador.
"Nos dois primeiros meses de
vida, Arthur poderia ter
recebido o coração de um bebê
com anencefalia", lembra
Barbero. "Depois disso, o bebê
já estava grande demais (o
doador da criança só pode ser
aquele com peso igual ou até
duas vezes mais que o receptor
para ser compatível)."
Rafael Paim, o pai do bebê, bem
que tentou. "Na época,
apareceram 18 famílias dispostas
a doar o coração do filho
anencéfalo para o Arthur. Dois
eram compatíveis com o peso do
meu filho. Cheguei até a entrar
na Justiça para ter a garantia
de que meu filho pudesse ser
operado, mas foi tarde demais",
lembra Paim. O bebê Arthur teria
sido o primeiro a se beneficiar
da Resolução nº 1.752/04.
Para Marco Segre, da Comissão de
Bioética do Hospital das
Clínicas e professor emérito de
bioética da Faculdade de
Medicina da Universidade de São
Paulo (USP), a atitude do
governo federal é
"fundamentalista". "Não permitir
o transplante imediato de um
bebê que vai ter dias ou semanas
de vida é uma atitude
fundamentalista. Faz parte da
definição de morte encefálica a
irreversibilidade da situação. O
bebê com anencefalia não vai
sobreviver. Isso é
irreversível."
Procurado pelo Estado, Roberto
Schlindwein, coordenador do SNT,
do Ministério da Saúde,
confirmou por meio da assessoria
de imprensa a entrega do
documento ao CFM, mas não quis
comentar o assunto.
http://txt.estado.com.br/editorias/2006/06/01/ger-1.93.7.20060601.12.1.xml
Aconteceu - 30/5/2006 15h51
8- Comissão aprova pacto internacional contra pena de morte
http://www.camara.gov.br/internet/agencia/materias.asp?pk=89263
A Comissão de Relações
Exteriores e Defesa Nacional
aprovou, na última quarta-feira
(24), o Protocolo Facultativo ao
Pacto Internacional sobre
Direitos Civis e Políticos. O
objetivo é combater medidas a
favor da pena de morte e
garantir a promoção dos direitos
humanos de forma irrestrita.
O documento baseia-se em
resolução da Assembléia-Geral
das Nações Unidas de 1989, que
recomenda a abolição da pena de
morte em todos os países
signatários dos acordos da
Organização das Nações Unidas
(ONU). O relator na comissão,
que apresentou parecer pela
aprovação do acordo, foi o
deputado Luiz Carlos Hauly
(PSDB-PR).
Abolição da pena de morte
O Brasil aderiu ao pacto em
janeiro de 1992, o que, na
prática, significou acatar as
recomendações do Comitê de
Direitos Humanos da ONU de que
todos os países devem viabilizar
condições legais para a abolição
da pena de morte.
O texto original do protocolo
foi enviado na forma de mensagem
pelo Poder Executivo. A
resolução da ONU contra a pena
de morte baseia-se na Declaração
Universal dos Direitos do Homem,
de 1948.
Tramitação
Com a aprovação, a mensagem será
transformada em projeto de
decreto legislativo, que será
analisado pelas comissões de
Direitos Humanos e Minorias; e
de Constituição e Justiça e de
Cidadania. Em seguida, deverá
ser analisado pelo Plenário.
Reportagem - Antonio Barros
Edição - Renata Tôrres
(Reprodução autorizada desde que
contenha a assinatura 'Agência
Câmara')
Agência Câmara
Tel. (61) 3216.1851/3216.1852
Fax. (61) 3216.1856
E-mail:agencia@camara.gov.br
Quarta, 21 de junho de 2006,
17h38 Atualizada
às 18h21
9- Assassino mexicano é condenado à morte nos EUA
http://noticias.terra.com.br/mundo/interna/0,,OI1049131-EI294,00.html
Advogados de criminoso haviam
alegado que seu cliente sofria
de transtornos mentais
Um juiz determinou que o mexicano Angel Maturino Resendiz, 46 anos, está mentalmente capacitado para ser executado na próxima semana. O assassino, que ganhou notoriedade como o "Matador da Ferrovia" em decorrência de pelo menos 15 assassinatos ao redor dos EUA, será executado pelo estupro de uma médica texana no ano de 1998.
Os advogados de Resendiz haviam argumentado que seu cliente mexicano acreditava ser parcialmente homem e anjo e que retornaria três dias após sua ida rumo a câmara de morte.
"Ele sabe de sua condenação por assassinato", atestou o juiz distrital Willian Harmon nesta quarta-feira, quando foi concluída a audiência de três dias de duração. "Ele sabe que recebera uma sentença de morte e ele sabe disso hoje. Ele também sabe que será executado na próxima terça-feira", acrescenta.
24/06/2006 - 00h54
10- Presidente das
Filipinas assina lei que acaba
com a pena de morte
http://noticias.uol.com.br/ultnot/efe/2006/06/24/ult1808u67487.jhtm
Manila, 24 jun (EFE).- A
presidente das Filipinas, Gloria
Macapagal Arroyo, assinou hoje a
lei que acaba com a pena de
morte no país, em seu primeiro
ato após sair do hospital em que
foi internada na quinta-feira,
com problemas intestinais.
Só
faltava a assinatura de Arroyo
para as Filipinas se unirem ao
grupo de três nações da região
da Ásia-Pacífico (Austrália,
Nova Zelândia e Timor Leste)
onde não existe a pena capital.
A lei
substitui a pena de morte pela
prisão perpétua. Para a
presidente, a mudança "marca o
fim de uma era de justiça
vingativa".
A
presidente enfrentou uma forte
oposição de setores da sociedade
filipina favoráveis à pena de
morte, entre eles associações de
vítimas de seqüestros e
assassinatos. Ela argumentou que
as execuções "mostraram não ser
úteis a seu principal objetivo
de reduzir os crimes hediondos".
Gloria
Macapagal Arroyo também citou
suas crenças católicas para
explicar a sua rejeição à pena
de morte. Mas foi acusada de
oportunismo por acelerar o
processo antes das suas visitas
ao Vaticano e à Espanha.
A
oposição alega que a presidente
tenta de ganhar o apoio da
influente Igreja Católica
filipina, diante das acusações
de fraude eleitoral e dos
pedidos da oposição para
renunciar. A crise no país já
dura um ano.
A
cerimônia contou com a presença
de membros do Governo, do
Parlamento, da comunidade
diplomática e de líderes
religiosos. Foi a única
atividade oficial prevista para
este sábado. A presidente adiou
outros compromissos devido a sua
internação.
Ao
sair do hospital, a Chefe de
Estado seguiu com seu marido,
Miguel Arroyo, para o Palácio de
Malacañang, a residência
presidencial. O casal foi
recebido por centenas de
seguidores.
A
doença intestinal também obrigou
a Arroyo a adiar em um dia sua
viagem pela Itália, Vaticano e
Espanha, que começará no
domingo.

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