
NOTÍCIAS DA DEFESA DA VIDA
19/05/2006
Suícidio
1- Antidepressivo Paxil aumenta risco de suicídio – EUA
Aborto
2- Lançam campanha de adoção para evitar abortos na Argentina
3- Cardeal Ruini: É necessário compromisso com a vida humana e a família - Itália
4-
José Maria Simón, novo presidente
mundial dos médicos cristãos -
Espanha
5- O Embrião Humano na fase do
pré-implante - Brasil
6- Corte Colombiana aprova matança de crianças ainda não nascidas - Colômbia
7-
Pesquisas indicam opção pró-vida nos
Estados Unidos
8- Presa com 28 comprimidos de
Cytotec é condenada - Brasil
*****
15/05/2006 - 11h42
1- Antidepressivo Paxil
aumenta risco de suicídio, diz
estudo da France Presse, em
Washington
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u14625.shtml
O antidepressivo Paxil aumenta os
riscos de tendências suicidas entre
jovens adultos, informaram na semana
passada a FDA (agência
norte-americana de medicamentos) e o
fabricante britânico GlaxoSmithKline,
em uma carta enviada aos médicos.
A FDA determinou que um alerta mais
evidente deve constar nas etiquetas
das caixas de Paxil (ou Paroxetine)
e recomenda que os doentes tratados
com este antidepressivo tenham um
rígido acompanhamento.
Um estudo com base na análise de 15
mil doentes tratados com Paxil ou
com um placebo mostra que houve uma
grande freqüência de tendências
suicidas entre os usuários deste
medicamento, sobretudo entre os
jovens de 18 a 30 anos.
Foram constatadas 11 tentativas de
suicídio, sem conseqüências fatais,
informou a FDA. No grupo tratado com
um placebo, apenas uma tentativa de
suicídio foi constatada.
Nesta carta, a FDA recomenda
"interpretar com prudência" os
resultados desses estudos.
John Kraus, responsável pela
pesquisa e pelo desenvolvimento da
psiquiatria clínica na América do
Norte, indicou que o fabricante
GlaxoSmithKline continuava a
acreditar que as virtudes do Paxil
eram maiores que seus riscos.
2- Lançam campanha de adoção para evitar abortos na Argentina
BUENOS AIRES, 18 Mai. 06 (ACI) .- Sob o lema "Se pensou em abortar, não o faça, acredite no milagre da vida e dê seu filho em adoção", o Movimento Familiar Cristão (MFC) lançou a campanha "Adoção versus aborto", a fim de combater a atual tendência a legalizar o aborto na Argentina. Conforme informou à agência vaticana Fides, o porta-voz de imprensa do MFC, Pablo Cavallero, "a iniciativa surgiu como resultado da atual tendência a legalizar o aborto no país que busca semear a idéia de que é perfeitamente lícito facilitar a perpetração deste crime".
A campanha consiste fundamentalmente na distribuição de folhetos que promovem a adoção de crianças antes que sejam abortadas e lemas explicativos como "Não mate, dê em adoção" para incentivar as mulheres a não realizar este tipo de pratica ainda em meio a situações extremamente dolorosas e injustas.
A iniciativa que teve grande difusão por parte dos meios de comunicação pública, foi lançada também em 31 países onde o MFC tem presença. Este movimento nasceu em Buenos Aires em 1948 e busca conhecer e difundir as riquezas do matrimônio e a família, assim como defender a vida desde sua concepção até a morte natural.
3- Cardeal Ruini: É necessário compromisso com a vida humana e a família
ROMA, 16 Mai. 06 (ACI) .- O Cardeal Camillo Ruini, Vigário da arquidiocese de Roma e Presidente da Conferência Episcopal Italiana, dirigiu-se ontem aos prelados desse país ao iniciar a Assembléia dos bispos e destacou a necessidade de defender a vida humana e a família. Logo depois de recordar aos soldados italianos que morreram recentemente em um ataque no Iraque, o Cardeal destacou que os bispos e sacerdotes "não devemos nos colocar à frente, mas sim aí deve ir o mistério de Cristo, com a opção por um verdadeiro humanismo". Do mesmo modo, destacou "o compromisso com a vida humana, desde os primeiros momentos da concepção até a morte natural", e com a família "fundada no matrimônio", que devem assumir os prelados do país.
O Cardeal Ruini destacou em seguida "o rechaço ao aborto, que ninguém, sob nenhuma circunstância, objetivo ou lei humana, pode justificar, assim como a eutanásia, e a manipulação de embriões humanos". "Também nos opomos à idéia de dar um status jurídico desnecessário e inapropriado às uniões que são radicalmente diferentes da família, e que por isso mesmo minam seu papel social, e só contribuem para desestabilizar a sociedade", afirmou, em referência às uniões homossexuais que se pretendem equiparar ao matrimônio.
Em seguida, o Cardeal lembrou os "princípios não negociáveis" que o Santo Padre estabeleceu quando se dirigiu a alguns parlamentares europeus no mês de março: defesa da vida, promoção e defesa da família, e proteção do direito dos pais a educar seus filhos.
Além disso, o Vigário da diocese de Roma expressou suas dúvidas em relação às contínuas declarações do Parlamento Europeu que não respeitam a cultura e tradições de alguns membros. Como exemplo citou a resolução de janeiro deste ano sobre "homofobia" em que se exige os mesmos direitos familiares para os casais homossexuais.
Também fez um chamado para que o novo Governo e a oposição "não se detenham em contraposições" e pensem em "compactar o tecido social".
Finalmente, o Cardeal comentou que o filme O Código Da Vinci oferece uma ocasião para que a Igreja realize uma "obra profunda de catequese" para ajudar as pessoas a "distinguir com clareza os dados certos das origens do desenvolvimento histórico do cristianismo das fantasias e das falsificações".
4-
José Maria Simón, novo presidente
mundial dos médicos cristãos
BARCELONA, domingo, 14 de maio de
2006 (ZENIT.org).-
Os delegados das 60 associações de
médicos de todo o mundo que formam a
FIAMC (Federação Internacional de
Associações Médicas Católicas)
elegeram presidente para os próximos
quatro anos o doutor catalão José
Maria Simón.
A eleição aconteceu no Congresso da
FIAMC que se encerrou este domingo
em Barcelona.
O novo presidente dos 40.000 médicos
católicos associados à FIAMC tem 43
anos, é Doutor em Medicina e
Cirurgia pela Universidade de
Barcelona, é especialista em
Oftalmologia, especialidade à qual
se dedica profissionalmente desde
1992.
É membro das sociedades francesa e
espanhola de Oftalmologia, autor de
múltiplas contribuições a livros e
artigos científicos, assim como de
10 tratados internacionais sobre sua
especialidade.
Durante os últimos anos foi o
presidente da associação Metges
Cristians da Catalunha. É casado e
tem 3 filhos.
«Tomo minha nomeação com muita
esperança --confessou após se fazer
pública sua eleição--. Para mim é
como receber um crédito que tenho de
reembolsar nos próximos quatro anos.
Tenho de demonstrar que minha
eleição foi, é e será um acerto».
«Minhas prioridades são coordenar os
trabalhos que levam a cabo as
diferentes associações médicas
católicas repartidas por todo o
mundo».
Entre suas atribuições está, como
ele mesmo explica, «manter as
relações com as distintas
instituições e a Igreja, dirigir os
trabalhos com nosso escritório no
Vaticano, assim como o
desenvolvimento dos projetos de
colaboração com diversas
instituições, por exemplo, MaterCare,
que, de fato, é nossa agência de
cooperação internacional».
O novo presidente reconhece que a
ética tem um papel cada vez mais
preponderante na reflexão dos
médicos cristãos. «À margem do
progresso e dos avanços que fomos
experimentando nos últimos anos, não
podemos nos esquecer daquilo que
está bem e daquilo que está mal. E,
apesar de tudo o que se possa dizer,
o médico e todo o setor de saúde não
podem trabalhar contra a vida
humana», explica.
«Deve-se respeitar a todo ser
humano, desde seu nascimento a sua
morte natural, e não se podem
utilizar eufemismos como
“interrupção voluntária da gravidez”
ou “morte digna”, que mascaram
realidades sórdidas que muitos não
querem escutar».
«Não devemos perder os princípios
que fizeram do coletivo médico um
dos mais respeitados por nossa
sociedade. E nisto me dedicarei com
todas minhas forças», conclui.
ZP06051411
Mensagem do Cardeal D. Eugenio de Araújo Sales
Arcebispo Emérito da Arquidiocese do Rio de Janeiro
12/05/2006
5- O EMBRIÃO HUMANO NA FASE DO PRÉ-IMPLANTE
A Pontifícia Academia para a Vida foi criada, pelo Papa João Paulo II, a 11 de fevereiro de 1994. Seu escopo é o estudo dos problemas relacionados com a vida e a dignidade da pessoa humana. Os acadêmicos são escolhidos sem qualquer discriminação religiosa ou nacionalidade. É elevado o nível científico no campo da bioética.
Recentemente realizou-se, em Roma, a sua XII Assembléia Geral, cujo tema foi “O embrião humano na fase do pré-implante. Aspectos científicos e considerações bioéticas”. Ao término dos trabalhos, foi divulgada uma “Declaração Final” dirigida à comunidade eclesial e à sociedade civil, com algumas considerações sobre o resultado dos trabalhos. Neste espaço que tenho, procurarei transmitir aos leitores, àqueles que me acompanham algumas conclusões.
A importância da matéria se deduz do trecho inicial: “A ninguém passa despercebido o fato de que uma boa parte do debate bioético contemporâneo, sobretudo nestes últimos anos, se concentrou à volta da realidade do embrião humano (...) isto explica-se bem porque as múltiplas implicações (científicas, filosóficas, éticas, religiosas, legislativas, econômicas, ideológicas, etc.) (...) terminam, inevitavelmente, por catalisar diferentes interesses e por chamar a atenção de quem está à procura de um autêntico agir ético (...) para uma questão fundamental: quem ou o que é embrião humano”? Quando lamentamos tantos escândalos na vida nacional, faz-se mister associar, entre outras causas, a ausência dos princípios morais, que são a base do bem-estar social. Há quem advogue o direito de promover a pornografia, acobertada sob o título de arte. Recordo as palavras de Tómas Moro (+ 1535), expoente político da Inglaterra em sua época: “O homem não pode se separar de Deus nem a política da moral”.
O tema tratado naquela XII Assembléia Geral da Pontifícia Academia é muito oportuno em nossos dias.
À luz do progresso recente da embriologia, é possível estabelecer alguns pontos essenciais, universalmente reconhecidos.
O documento aborda diversos aspectos do assunto. “E a partir deles, podemos afirmar que o embrião humano na fase do pré-implante é: a) um ser da espécie humana; b)um ser individual; c) um ser que possui em si mesmo a finalidade de se desenvolver como pessoa humana e, ao mesmo tempo, a capacidade intrínseca de realizar tal desenvolvimento. De tudo isto, podemos concluir que o embrião humano na sua fase de pré-implante já é verdadeiramente uma ‘pessoa’”. E o texto acrescenta: “a partir dos dados biológicos disponíveis, julgamos que não há qualquer razão significativa que possa levar a negar que o embrião, já nesta fase, é uma pessoa”.
Sob o ponto de vista da moral, essas considerações sobre o embrião humano, mesmo antes do seu desenvolvimento nos 9 meses de gestação, “exige o pleno respeito pela sua integridade e pela sua dignidade: todo o comportamento que, de uma certa maneira, possa constituir qualquer ameaça ou ofensa aos seus direitos fundamentais, sendo o primeiro de todos o direito à vida, deve ser considerado gravemente imoral”.
A 25 de março de 1995, o Papa João Paulo II publicou a Encíclica “Evangelium Vitae”. Nela lemos: “Desde a fecundação, tem início a aventura de uma vida humana”. A vida humana é sagrada e inviolável em cada momento de sua existência, inclusive na fase inicial que precede o nascimento. Em “Donum Vitae”, de 22 de fevereiro de 1987, a Congregação par a Doutrina da Fé assim se expressa: “O ser humano deve ser respeitado e tratado como uma pessoa desde a sua concepção e, por isso, desde esse mesmo momento, devem-lhe ser reconhecidos os direitos da pessoa, entre os quais, o primeiro de todos, o direito inviolável de cada ser humano à vida”.
São muitos os documentos que corroboram a posição firme e unânime da Igreja, frente ao assunto tratado, na XII Assembléia da Pontifícia Academia para a Vida, posição sintetizada, na “Declaração Final”, aqui resumida.
Há uma bem organizada campanha, em nível nacional e internacional, contra a defesa da vida, em favor do aborto. Desde o início da existência humana, a vida já é alvo de ameaças e tentativas de suprimí-la. A imprensa tem divulgado a aplicação de somas elevadas provenientes de entidades beneficentes mas também a serviço da morte.
Faz-se mister que se arregimentem os que não concordam com essa campanha altamente nociva ao bem estar social. Sem dúvida, é dever da consciência cristã dos que integram o legislativo, opor-se a toda lei que resulte em atentado à vida humana.
A “Declaração Final” da XII Assembléia Geral da Pontifícia Academia para a Vida conclui, assumindo como suas as palavras que o Santo Padre Bento XVI pronunciou naquela ocasião: “O amor de Deus não faz diferença entre o neoconcebido, ainda no seio de sua mãe, e a criança, o jovem, o homem maduro ou o idoso. Não faz diferença, porque em cada um deles vê a marca da própria imagem e semelhança (cf. Gn 1, 26). Não faz diferença, porque em todos distingue o rosto refletido de seu Filho Unigênito, no qual "nos escolheu antes da constituição do mundo (...) nos predestinou para ser seus filhos adotivos (...) por sua livre vontade" (Ef 1, 4-5).
E acrescenta as palavras de João Paulo II na “Evangelium Vitae”: “Na realidade, desde o momento em que o óvulo é fecundado, se inaugura uma vida que não é aquela do pai ou da mãe mas de um novo ser humano que se desenvolve por sua própria conta (...). A essa evidência a ciência genética moderna fornece preciosas confirmações” (nº 60).
São milhões por anos os abortos provocados. Um sacerdote, pregando os ensinamentos de Jesus, chamou de abortista uma abortista. Foi condenado pela justiça dos homens. Os propagadores da morte de nascituros dispõem de eficiente organização e recursos. E os que defendem a vida não podem permanecer de braços cruzados. É um dever defender, de modo particular, a vida do inocente.
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VIDA HUMANA INTERNACIONAL
Jueves, 11 de mayo del 2006
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Adolfo Castañeda
Adolfo Castañeda - adolfo@vidahumana.org
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6- La Corte Constitucional de Colombia aprueba la matanza de niños y niñas que no han nacido
“Los intereses anti-colombianos buscan destruir nuestra cultura, nuestros hijos y nuestras mujueres, así como dilapidar nuestra herencia” – Líder provida colombiana
(Miami, FL, USA). Declaración de Vida Humana Internacional (VHI), sección hispana de Human Life International (HLI), sobre la decisión de la Corte Constitucional de la República de Colombia, que tuvo lugar ayer miércoles 10 de mayo.
“La Corte Constitucional de Colombia le ha dado la espalda a su propio pueblo y ha decidido marchar al ritmo de los tambores de la muerte que emanan de EEUU y la ONU...” declaró Martha Sáiz de Rueda, presidenta de la Fundación Cultura de la Vida Humana, organización afiliada a VHI en Colombia.
“La Fundación Cultura de la Vida Humana, junto con muchas otras organizaciones colombianas que defienden los derechos humanos, ha enviado 2,5 millones de firmas, ha apoyado el envío de más de 30,000 de cartas de niños colombianos y ha enviado cientos de amicus curiae, incluyendo el de HLI, a los magistrados de la Corte Constitucional, pidiéndoles que se mantuvieran firmes junto a sus compatriotas, para proteger su tradición de respeto a la dignidad humana.
“La abogada Mónica Roa, capacitada por grupos abortistas de EEUU, es un caballo de Troya de los poderosos intereses anti-colombianos que operan a nivel internacional y que buscan destruir nuestra cultura, nuestros hijos y nuestras mujeres, así como dilapidar nuestra herencia...” continuó diciendo la líder provida colombiana.
“La ONU, la IPPF, el Centro de Derechos Reproductivos, Women’s Link World Wide (grupo con el cual ha trabajado Mónica Roa), y una plétora de otras organizaciones abortistas, tenían sus ojos puestos en Colombia como un caso de prueba. El negocio internacional del aborto sabe que el pueblo latinoamericano no está de acuerdo con ellos, por eso quiere silenciarnos. Sus intenciones son la de difundir esta estrategia judicial, para legalizar el aborto en toda Latinoamérica...”, concluyó Martha Sáiz de Rueda.
Fundada en 1984, Vida Humana Internacional es la organización provida y a favor de la familia más grande del mundo hispano, dedicada a la defensa de la fe, la vida y la familia y organizaciones afiliadas en toda Iberoamérica
7-
Pesquisas indicam opção pró-vida nos
Estados Unidos
Segundo informa o site da
Conferência Episcopal
WASHINGTON, terça-feira, 9 de maio
de 2006 (ZENIT.org).-
As pesquisas mostram que o apoio a
uma decisão judicial chave para o
aborto nos Estados Unidos está
diminuindo, segundo uma agência dos
bispos do país.
Trata-se da conhecida sentença «Roe
contra Wade», do Supremo Tribunal,
que em 1973 estabeleceu que a
maioria das leis contra o aborto nos
Estados Unidos violavam o direito
constitucional à privacidade, com o
qual anulou as leis públicas que
proibiam ou restringiam o aborto.
«É um sinal real de esperança tanto
para as mulheres como para as
crianças não nascidas», afirmou
Deirdre McQuade, porta-voz do
Secretariado Pró-Vida da Conferência
Episcopal, em um comunicado
publicado em seu site na sexta-feira
passada.
Uma pesquisa de 4 de maio --que
perguntou enganosamente sobre o
apoio à sentença «Roe contra Wade»,
como se esta decisão fizesse legal o
aborto só durante os três primeiros
meses de gravidez--, revelou que
este apoio caiu 50% pela primeira
vez em trinta anos, segundo informou
o site da Conferência Episcopal.
A pesquisa põe de manifesto que 44%
dos americanos desejariam apoiar uma
lei em seu próprio Estado similar à
de Dakota do Sul, que proíbe todos
os abortos exceto aqueles que se
praticam para salvar a vida da mãe.
«Uma pesquisa de abril de 2006,
realizada por Polling Company/Woman
Trend, revela que 54% dos que apóiam
o aborto legal limitam-no às
circunstâncias extremas de estupro,
incesto e para salvar a vida da
mãe», disse McQuade.
«Outros 21% limitariam o aborto só
ao primeiro trimestre, uma afirmação
distante da licença para abortar
estabelecida pela sentença “Roe
contra Wade”, que permite o aborto
praticamente em qualquer situação,
durante os nove meses de gravidez»,
afirmou a porta-voz.
Em março, outra pesquisa realizada
por Zogby revelou um apoio
majoritário a uma maior regulação do
aborto, com leis de consentimento
informado para as mulheres e leis de
notificação aos pais. 69% são
favoráveis a estas medidas para
moças menores de 17 anos.
ZP06050910
8- Presa com 28 comprimidos de Cytotec é condenada
O Tribunal de Justiça de Santa Catarina condenou a três anos de reclusão Vilma Maria Segalin,que mantinha 28 comprimidos do medicamento Cytotec em sua casa, sem registro na autoridade competente e adquiridos irregularmenteno Paraguai. Segalin tinha a intenção de vender os comprimidos. A decisão é da 2ª Câmara Criminal.
O Cytotec é medicamento de uso controlado que, além de outras finalidades, pode ser utilizado como abortivo. A decisão do TJ catarinense reconheceu afronta ao princípio da proporcionalidade na aplicação da pena.
Vilma havia sido condenada a 10 anos de reclusão pela juíza Cíntia Ranzi Arnt, de São Miguel do Oeste (SC). O tribunal reduziu a pena para três anos tomando por parâmetro a pena mínima estabelecida ao crime de tráfico (artigo 12 da Lei 6.368/76 — pena de 3 a 15 anos).
Processo 2006.004.732-9
Revista Consultor Jurídico, 10 de maio de 2006

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