
NOTÍCIAS DA DEFESA DA VIDA
11/08/2006
Células-Tronco
1- Célula adulta pode "virar" embrionária – Brasil
Aborto
2- Novo
Tratado de Direitos
Humanos da ONU poderá
incluir o direito ao
Aborto - EUA
3- Governo Britânico
financia promoção
mundial do Aborto
4- Em nova entrevista,
Jandira Feghali omite
completamente o tema
aborto - Brasil
5- Artigo
erra ao tentar manipular
informações sobre aborto
- Brasil
6- Médicos pedem que
sejam fabricadas vacinas
que não sejam derivadas
de abortos – EUA
Eutanásia
7- Sentença decide caso que envolve a aceleração da morte de crianças – Brasil
Pena de Morte
8- Projeto
ratifica pacto
internacional de
direitos humanos -
Brasil
*****
Folha de São Paulo, sexta-feira, 11 de agosto de 2006
1- Célula adulta pode "virar" embrionária
Experimento de japoneses com camundongos consegue produzir células-tronco versáteis sem destruir embriões
Dupla da Universidade de Kyoto já começou pesquisa com células humanas; trabalho com os roedores identificou proteínas-chave
RAFAEL GARCIA
DA REPORTAGEM LOCAL
Cientistas japoneses conseguiram fazer com que células diferenciadas adultas adquirissem o mesmo potencial terapêutico de células-tronco após alteração genética. Em experimento com camundongos, os pesquisadores conseguiram acionar a produção de quatro proteínas da classe dos "fatores de transcrição" -aquelas que regulam a ativação de genes específicos- capazes de conferir versatilidade a células comuns.
"Estamos trabalhando agora com células humanas, mas não sabemos quanto tempo levaremos para terminar esta fase do projeto", disse à Folha Shinya Yamanaka, da Universidade de Kyoto, que descreve o experimento junto com seu colega Kazutoshi Takahashi em estudo na revista "Cell". "A demora dependerá de os quatro fatores que usamos funcionarem em células humanas ou de serem necessários fatores adicionais."
Se tiverem sucesso, os pesquisadores esperam conseguir uma fonte de células terapêuticas que podem ser a alternativa ao uso de células-tronco embrionárias, capazes de se diferenciar nos mais variados tipos de tecido. Técnicas experimentais que fazem uso delas procuram tratamentos melhores para doenças diversas, indo de males cardíacos até alguns tipos de degeneração nervosa.
Hoje, porém, é preciso destruir embriões para obter as células terapêuticas. Religiosos classificam essa prática como aborto, o que tem dificultado a pesquisa na área. Alguns cientistas têm procurado usar células-tronco adultas em tratamentos experimentais, mas o potencial de tratamento das adultas aparentemente é menor do que o das embrionárias.
A identificação dos quatro fatores de transcrição que induzem a pluripotência (versatilidade) das células foi o ponto-chave do trabalho de Yamashita e deve influenciar até mesmo pesquisas com células-tronco. Em comunicado à imprensa, a "Cell" manifestou surpresa com o fato de os cientistas terem conseguido transformar a natureza das células usando apenas quatro fatores.
Poucos e bons
"Na verdade, não sabíamos de antemão se o número de fatores seria da ordem de um, dez ou cem, então não ficamos surpresos com o número quatro em si", diz Yamanaka. "Surpreendemo-nos com o fato de termos tido a sorte de identificar os fatores necessários."
Yamanaka abre uma nova perspectiva para pesquisas, mas seu estudo foi recebido com cautela pelos pares.
"O trabalho é importante como prova de princípio", diz Marco Antônio Zago, pesquisador da USP de Ribeirão Preto. "Mas, no estado atual, essas células não poderiam ser usadas em experimentos clínicos, pois foram modificadas com genes que têm potencial cancerígeno, como c-Myc." Zago alerta que o uso de células geneticamente alteradas também pode levantar questionamentos éticos.
Stevens Kastrup Rehen, da UFRJ, aponta para o fato de algumas das células obtidas por Yamanaka terem número anormal de cromossomos. "Isso foi praticamente ignorado na discussão do trabalho." Para Rehen, também é preciso analisar se as células de Yamanaka foram efetivamente transformadas ou se surgiram a partir de escassas células-tronco adultas existentes na pele.
2- NOVO TRATADO DE
DIREITOS HUMANOS DA ONU
PODERÁ INCLUIR O DIREITO
AO ABORTO
Friday Fax, 10
de agosto 2006
Susan Yoshihara PhD
Os delegados das Nações
Unidas irão reunir-se
segunda feira próxima em
Nova York para finalizar
um novo tratado de
direitos humanos. A
Convenção Internacional
sobre os Direitos das
Pessoas Incapacitadas
será uma lei primária do
direito internacional,
ou "hard law", por
oposição a "soft law", a
qual será acrescentada
aos demais instrumentos
de defesa de direitos
humanos que são de
observância obrigatória
para os países que os
ratificam. A maioria dos
documentos discutidos na
ONU não são vinculantes.
Os tratados, como o que
será finalizado na
próxima semana, ao
contrário, exigem que os
governos modifiquem suas
leis internas com base
no tratado.
Os peritos conservadores
em direito internacional
acusaram o projeto do
texto a ser discutido de
usar uma linguagem
amb;igua e indefinida. O
texto se refere a
"direitos reprodutivos",
o direito à "experiência
sexual", e o direito a
"praticar a relação
sexual e outras relações
íntimas", direitos que
nunca até o momento
haviam sido mencionados
em um documento de nível
tão alto. Foi mencionado
que o texto não oferece
nenhuma proteção aos
incapazes contra uma
eutanásia por parte de
alguém que perceba uma
diminuição em sua
qualidade de vida. Os
peritos alertam que se
os delegados não
alterarem o texto, não
haverá garantias contra
as piores conseqüências,
incluindas a criação de
novos direitos
vinculantes como o
direito à morte e o
direito ilimitado ao
aborto.
O encontro da ONU que
será realizado de 14 a
25 de agosto será a
oitava sessão de um
processo que começou em
dezembro de 2001 quando
a Assembléia Geral das
Nações Unidas
estabeleceu um comitê ad
hoc para a convenção. O
presidente da encontro,
o embaixador Donald
McKay da Nova Zelândia
nas Nações Unidas,
anunciou que esta poderá
ser a sessão final,
mesmo que muitos dos
assuntos mais polêmicos
da convenção tenham sido
deixados em aberto.
Algumas delegações já
questionaram por que o
encontro deveria
apressar-se para ser
promulgar como lei com
alguns temas, no caso o
da "saúde reprodutiva",
que ainda nmão foram
[oficialmente]
definidos. As delegações
argumentam ser perigoso
incluir termos
pobremente definidos ou
linguagem indefinida que
irão tornar-se lei
internacional vinculante
acerca de direitos
humanos. O termo deveria
ser definido no sentido
de excluir o aborto ou
ser completamente
suprimido.
Um delegado
governamental afirmou ao
Friday Fax que os
delegados se acostumaram
a ler estes termos
indefinidos em
documentos de menor
nível [e não
vinculantes] que eles
interpretam seus
significados conforme
suas leis nacionais ou
segundo seu entendimento
pessoal. Por esta razão,
há várias interpretações
possíveis para os
termos, algumas das
quais incluem o aborto e
outras não.
No passado várias nações
contornaram estes
problemas redigindo
reservas quando o termo
aparecia em declarações
não vinculantes, como as
Conferências de Cairo e
de Pequim sobre
população e mulheres ou
as suas sessões
posteriores. Mas como
este tratado será
vinculante para os
estados membros, não há
razão para esperar-se
que estas definições
nacionais irão fornecer
proteção para os países
que discordarem das
interpretações que
correrão contra as suas
próprias quando o
tratado for votado e
entrar em sua fase de
implementação.
3- GOVERNO BRITÂNICO
FINANCIA PROMOÇÃO
MUNDIAL DO ABORTO
Conforme
comunicado da Rede
Nacional de Direitos
Sexuais, o governo
Britânico abriu
concessão de bolsas para
projetos que visam a
promoção do aborto em
países do terceiro
mundo. Cada projeto,
conforme a importância,
pode receber até 350 mil
dólares por um período
de dois anos.
COMUNICADO DA REDE
NACIONAL DE DIREITOS
SEXUAIS: FUNDO DE AÇÃO
PARA O
ABORTO SEGURO
http://www.redesaude.org.br/2006/biblioteca_categ.asp?CD_CATEG=5
O IPPF (International
Planned Parenthood
Federation) lançou o
Safe Abortion Action
Fund (SAAF) Fundo de
Ação para o Aborto
Seguro , uma reserva de
recursos destinada à
implementação de
programas e iniciativas
que aumentem o acesso
aos serviços de aborto
seguro dentro de um
contexto de serviços de
saúde reprodutiva, com
particular atenção para
as necessidades de
mulheres marginalizadas
e vulnerabilizadas. O
SAAF é um Fundo do
governo britânico
administrado pelo IPPF,
e proverá recursos de
até 350 mil dólares,
para no máximo dois
anos. Os interessados
devem aplicar suas
proposta até 30 de
outubro.
LEIA O RELATÓRIO
COMPLETO EM ESPANHOL DA
IPPF EM CONJUNTO COM O
GOVERNO
BRITÂNICO SOBRE O ABORTO
INSEGURO NO MUNDO NO
SEGUINTE ENDEREÇO:
http://www.ippf.org/downloads/Abortion/Death_Denial_ES.pdf
4- EM NOVA ENTREVISTA,
JANDIRA FEGHALI OMITE
COMPLETAMENTE O TEMA
ABORTO.
SUAS
PREOCUPAÇÕES SÃO A
INDUSTRIA NAVAL, A SAÚDE
EM GERAL E A INDÚSTRIA
PETROQUÍMICA
A deputada Jandira
Feghali, relatora e uma
das principais
impulsionadoras do PL
1135/91 que legalizaria
o aborto no Brasil
durante todos os nove
meses da gravidez, agora
quer eleger-se Senadora
pelo Rio de Janeiro mas
omite completamente
qualquer referência ao
feminismo, direitos
reprodutivos e aborto,
porque sabe que o povo
brasileiro é
majoritariamente contra
o aborto e isso a
retiraria grande parte,
ou até mesmo a maior
parte dos votos. Os
próprios entrevistadores
não lhe dirigem uma
única pergunta a
respeito de aborto e
direitos reprodutivos.
Suas preocupações são
agora a industria naval
e a saúde em geral, como
se nunca tivesse sido
uma das principais
ativistas do aborto no
Brasil.
Em entrevista concedida
6 de julho de 2006 ao
jornal do Partido
Comunista do Brasil
Jandira afirma que, se
ganhar a vaga para o
Senado, "defenderemos
prioritariamente o
desenvolvimento do
Estado do Rio de Janeiro
e a reversão da
decadência verificada
nos planos econômico,
político, cultural etc.,
reafirmando o papel
nacional de nosso
estado. Discutiremos o
papel do estado como
alavancador do
progresso.
Questões como violência
e segurança, defesa da
universalidade dos
direitos na saúde,
previdência, educação e
todas as lutas
vinculadas aos direitos
dos trabalhadores e de
ampliação de cidadania
também serão aspectos
importantes de um
possível mandato no
Senado".
http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=4826
Dia 4 de agosto de 2006
Jandira concedeu uma
entrevista de página
inteira ao jornal
carioca O GLOBO onde
descreve o papel que
pretende desempenhar no
Senado. O povo carioca
ignora completamente que
trata-se de uma das
principais promotoras do
aborto no Brasil:
"A medida provisória que
beneficiou o setor setor
naval, que é o setor
econômico mais forte do
Rio de Janeiro, foi
fruto de uma articulação
minha. Foi uma decisão
política reerguer um
setor estratégico para o
país e para o estado. A
crise da Saúde teve uma
resposta do governo
federal e participei
dessa construção. A
questão do
pólo-petroquímico
também. Percebo grande
desarticulação entre os
municípios, o governo do
estado e o governo
federal. Essa costura
política é um papel do
senador. Tenho 20 anos
de parlamento. Acumulei
experiência e
conhecimento da
realidade que me dão
hoje autoridade política
e moral para fazer essa
integração e essa defesa
do estado no Senado. O
papel do senador é, com
um projeto regional na
mão, ir lá buscar
verba".
Já no final do ano
passado, no auge da
votação do PL 1135/91,
entrevistada ao vivo na
Rede Globo por Jô Soares
no principal programa de
entrevistas da televisão
brasileira, foi
anunciada pelo
apresentador como a
relatora do projeto de
lei em discussão na
Câmara que legalizaria o
aborto no Brasil. A
menção provavelmente foi
um descuido do
apresentador Jô Soares.
O fato é que durante os
comerciais que se
seguiram ao anúncio
ficou acertado que na
entrevista, que duraria
cerca de meia hora,
nenhum dos dois voltaria
a tocar no assunto
aborto. O tema tratado
foi principalmente a
carreira política de
Jandira Feghali e suas
preocupações com a
violência contra a
mulher, - excluída
qualquer menção ao
aborto e a direitos
reprodutivos -, apesar
de que naquela semana
estava a ponto de ser
aprovada pela Comissão
de Seguridade e Família
a legalização do aborto
durante todos os nove
meses da gestação, e da
própria deputada já
haver sido apresentada
minutos antes como a
principal personagem da
atualidade na questão da
legalização do aborto no
Brasil.
AGÊNCIA
CÂMARA RESPONDE
5- Artigo erra
ao tentar manipular
informações sobre aborto
http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=356CID007
No artigo "Desinformação ameaça democracia e Estado laico", a médica Fátima Oliveira, secretária-executiva da Rede Feminista de Saúde, afirma que a Agência Câmara errou ao noticiar que a Comissão de Seguridade Social e Família pretende analisar a proposta de realização de um plebiscito sobre a legalização do aborto. Mais que errar, porém, a feminista levianamente acusou a agência de "mentir" e "plantar uma estória" para, supostamente, favorecer a Frente Parlamentar em Defesa da Vida – Contra o Aborto.
Ao contrário do que pretende fazer crer a feminista, a Agência Câmara não errou. Em reunião da comissão ocorrida no dia 19/10/2005, cujo principal item da pauta foi o Projeto de Lei 1.135/91, que legaliza o aborto, deputados levantaram o debate sobre a possibilidade de um plebiscito. A gravação da reunião está disponível na íntegra.
Debate
O plebiscito, aliás, é tema que tramita na Câmara desde agosto deste ano, sob a forma do Projeto de Decreto Legislativo 1.832/05, do deputado Osmânio Pereira (sem-partido/MG). O projeto "dispõe sobre convocação de plebiscito relativo à interrupção da gravidez até a 12ª semana de gestação". Segundo a proposta, o plebiscito deverá ser realizado até outubro de 2007.
O projeto está sendo analisado exatamente pela Comissão de Seguridade Social e Família, onde ocorreu o debate. Apesar de não ter sido o objeto daquela reunião específica, não constando da pauta – como frisou Fátima Oliveira em seu artigo –, o assunto foi debatido por se tratar de tema correlato. Não cabe ao jornalista cobrir apenas o que estava pautado. Ao contrário, ele deve estar atento ao que de fato ocorreu, não se atendo à burocracia da agenda. Talvez, não sendo jornalista, Fátima Oliveira não conheça esse preceito básico da reportagem.
Nos cinco minutos finais da reunião do dia 19, o deputado Osmânio Pereira informou à deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) que o projeto do plebiscito poderá entrar na pauta das próximas reuniões da comissão, o que deflagrou o debate noticiado pela Agência Câmara.
Liberdade
Além desse fato, no dia 10 de novembro, o próprio presidente da Câmara, Aldo Rebelo, afirmou, em reunião na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que tanto o projeto de legalização do aborto quanto o de realização do plebiscito serão "exaustivamente" debatidos na Casa.
É compreensível que Fátima Oliveira, como médica e feminista, defenda com fervor os interesses pelos quais milita. Também é provável que a paixão que dedica ao tema não a deixe visualizar com a isenção necessária os fatos que lê. O que não é aceitável, contudo, é que se valha de calúnia para fazer imperar seus interesses pessoais. O Código Penal, inclusive, eleva a calúnia à categoria de crime, em seu artigo 138.
A feminista parece acreditar que, se a legalização do aborto for levada a consulta popular, serão grandes as chances de a população votar contrariamente a ela. Contudo, não cabe aos órgãos de imprensa silenciar sobre uma discussão em curso. Por trás das críticas infundadas ao trabalho da Agência Câmara paira, nas entrelinhas do artigo da médica, um ataque ainda mais grave, que diz respeito à liberdade de informação, princípio basilar do regime democrático.
Compromisso
Composta exclusivamente por jornalistas concursados, a Agência Câmara não toma partido de assunto, parlamentares ou grupos políticos. Vale lembrar que os recentes episódios de supostas irregularidades envolvendo deputados, inclusive um ex-presidente da Casa, foram amplamente noticiados pela agência. Assim, não há qualquer fundamento na "denúncia" de Fátima Oliveira de que este veículo de comunicação trabalhe a favor da frente parlamentar contra o aborto ou de outra qualquer.
Em relação ao tema do aborto, não apenas a reunião citada, mas todas as discussões ocorridas na Comissão de Seguridade Social, foram noticiadas pela Agência Câmara, tanto em tempo real como na forma de matérias consolidadas. As audiências públicas refletiram, assim como nosso noticiário, a opinião de diversos segmentos sociais, contrários e favoráveis ao aborto.
O compromisso que temos com a isenção faz com que até mesmo quando Fátima Oliveira venha participar de alguma audiência pública, a Agência Câmara a considere como fonte, reproduzindo suas opiniões, como o fez na data de hoje [18/11], quando ela integrou audiência pública sobre o movimento negro.
Democratização
O objetivo da Agência Câmara é divulgar o máximo de informações possível sobre tudo o que acontece na Casa — votações, reuniões, audiências públicas, debates sobre projetos. É exatamente divulgando o passo a passo da tramitação de propostas antes que sejam votadas que a agência contribui efetivamente para o processo democrático, auxiliando veículos de comunicação, entidades de classe, empresas e órgãos do governo a identificar projetos de seu interesse.
Até a criação da Agência de Notícias, a capacidade de acompanhar temas de interesse restrito na Câmara era privilégio – e não direito – de empresas e entidades patronais que podiam manter um funcionário no Congresso à cata das informações "escondidas" pelo desinteresse da mídia.
Parece-nos, contudo, que é justamente essa democratização, que retirou o monopólio da informação das instâncias intermediárias – como a mídia de mercado e determinados movimentos sociais – a responsável pela ira da feminista. A informação pública e gratuita, disponível a toda a sociedade, é sempre perigosa para aqueles que desejam ocultá-la, principalmente se, algum dia, já tiveram poder para isso.
http://www.catholicnewsagency.com/new.php?n=6747
May 23, 2006 ·
6- Médicos católicos pedem que sejam fabricadas vacinas que não sejam derivadas de fetos abortados
Needham, Massassutes, USA, May. 17, 2006 (CNA) - A Associação Médica Católica (CMA) está pedindos às companhias farmaceuticas que desenvolvam vacinas que não sejam derivadas de fetos abortados.
"As companhias farmaceuticas que produzem vacinas possuem a capacidade e o conhecimento de produzir versões destas vacinas que não dependam das linhas de células derivadas de bebês abortados", diz uma declaração da CMA. "Eles devem ser pressionados a desenvolver estas vacinas para satisfazer as necessidades médicas daqueles que possuem objeções éticas e reliogiosas com relação ao aborto."
As vacinas que foram derivadas de linhas de células originalmente preparadas de tecidos extraídos de bebês abortados voluntariamente incluem a da rubeola e hepatite A, entre outras.
Published by:
Martha Rutherford
New Braunfels, TX USA
7- Sentença decide caso
que envolve a aceleração
da morte de crianças
internadas em
hospital gaúcho
http://www.espacovital.com.br/novo/noticia_ler.php?idnoticia=4575
O
profissional médico tem
o dever exclusivo de
salvar a vida dos
pacientes, de envidar
todos os meios possíveis
para preservar a saúde e
a integridade física das
pessoas e nunca, por bel
prazer ou questão
altruística, dispor da
vida alheia ou decidir
sem justificativa, por
conta e risco, quais dos
pacientes se deve
"investir menos".
Com esta linha
decisória, a juíza
Munira Hanna, da 1ª Vara
Cível de Porto Alegre,
proferiu sentença que
julgou improcedente os
pedidos indenizatórios
feitos pelo médico Luiz
Antonio Ecker, contra
Zero Hora Editora
Jornalística, Editora
Abril e Empresa de
Comunicação Três
Editorial Ltda.
Na ação, o médico se
opõe às publicações
feitas em jornais e
revistas, relativamente
ao depoimento que
prestou à Comissão de
Ética Médica do Conselho
Regional de Medicina do
RS, em 1995. Na ocasião
ele teria afirmado "que
é adepto à teoria
favorável a que não se
impeça a morte
inevitável" - mas os
textos jornalísticos
teriam dado a entender
que Ecker atuava "no
sentido de que ele
realizaria a prática no
sentido de acelerar os
óbitos".
A controvérsia envolve a
suposta aceleração do
óbito de crianças
doentes, principalmente
daquelas internadas pela
Previdência Social, com
a finalidade de
desocupar leitos da
unidade de terapia
intensiva do Hospital
São Vicente de Paulo, de
Passo Fundo.
A controvérsia foi
matéria de capa do
jornal Zero Hora do dia
19 de fevereiro de 1995,
com as seguintes
manchete e chamada:
"Seqüência de mortes de
crianças abala maior
hospital do Interior -
Mortes suspeitas de
crianças têm ocorrido no
Hospital São Vicente de
Paulo, de Passo Fundo. O
diretor médico do
hospital, Rudah Jorge,
foi indiciado por três
casos suspeitos. Luiz
Antônio Ecker, chefe da
UTI pediátrica, admitiu
em seu depoimento à
Comissão de Ética do
hospital ´acelerar o
óbito´ de pacientes. Os
episódios estão sendo
investigados pelo
Ministério Público e
pelo Conselho Regional
de
Medicina".
Jornais e emissoras de
rádio e televisão deram
grande destaque ao fato,
na época. No contexto,
as publicações das
revistas Veja e IstoÉ
também teriam sido -
conforme a visão do
médico - ofensivas e
caluniosas a ele.
A controvérsia é
analisada na sentença:
"pelo que se depreende
das reportagens
mencionadas, a crítica
recai, principalmente,
na notícia de que o
autor alterava
parâmetros respiratórios
com o intuito de
´acelerar o óbito´ dos
pacientes deixados sob
seus cuidados".
Prossegue a magistrada
Munira Hanna: "como já
dito anteriormente, o
próprio autor confirma a
idéia de ´investir
menos´ em pacientes
terminais - mas não é
preciso ter conhecimento
médico para saber que o
fato de ´investir menos´
em pacientes terminais
acarreta a aceleração do
óbito, na medida em que
não
se protela, em nada, a
tentativa de manter a
vida".
Ao julgar improcedente a
ação contra as três
empresas de comunicação
social, a juíza salienta
que "não há, nos autos,
uma única autorização da
família das vítimas para
o autor chutar berços ou
trocar aparelhos em
perfeito estado de
funcionamento por
outros, com menor
desempenho".
A magistrada ressalta
que "o presente processo
não se presta a
verificar as correntes
filosóficas seguidas
pelo autor, entretanto,
tendo em vista as
declarações contidas nos
autos e as reportagens
produzidas pelas
requeridas, não se pode
deixar de relevar que a
conduta e a postura
profissional do
médico não se mostram
compatíveis com os
padrões da nossa
sociedade". Por isso, a
juíza concluiu com dois
fundamentos decisivos:
1. "As reportagens foram
fidedignas às
declarações do autor".
2. "As empresas
jornalísticas não
inventaram fatos, não
criaram noticias, não
fantasiaram a realidade,
publicando o que
realmente estava
acontecendo dentro do
Hospital São Vicente de
Paulo, o que foi
atestado por outros sete
médicos"
Cabe recurso de apelação
ao TJ-RS. Atuam na
defesa das rés os
advogados Luciano de
Franceschi Nunes, Marco
Aurelio Costa Moreira de
Oliveira, Paulo Roberto
Cardoso de Oliveira e
Tiago Ghellar Furst
(Zero Hora); Carlos
Josias Menna de
Oliveira, Helio Faraco
de Azevedo, Lucia Jobim
de Azevedo e Victor
Kundzin Junior (Editora
Abril); e Ines Mendel e
Ivan Lazzarotto (Editora
Tres Ltda). (Proc. nº
10500609032).
8- Projeto ratifica pacto internacional de direitos humanos
http://www.camara.gov.br/internet/agencia/materias.asp?pk=91937
Pauta - 7/8/2006 8h22
A Câmara
analisa o Projeto de
Decreto Legislativo (PDC)
2253/06, da Comissão de
Relações Exteriores e de
Defesa Nacional, que
ratifica dois protocolos
facultativos ao Pacto
Internacional sobre
Direitos Civis e
Políticos. Esse pacto
foi adotado pela 21ª
Sessão da Assembléia
Geral das Nações Unidas,
em 16 de dezembro de
1966. O Brasil aderiu a
ele em 24 de janeiro de
1992.
O primeiro protocolo
facultativo que o
projeto ratifica foi
adotado em Nova Iorque,
em 16 de dezembro de
1966. Ele habilita o
Comitê de Direitos
Humanos a receber e
examinar comunicações
por escrito de vítimas
de violação dos direitos
humanos, quando os
recursos internos de
cada país tiverem sido
esgotados na análise das
denúncias.
Os países acusados de
violar qualquer
dispositivo do Pacto
serão informados da
denúncia pelo comitê e
terão prazo de seis
meses para enviar
explicações sobre o fato
e sobre as medidas
tomadas para solucionar
o caso. Após os
esclarecimentos, o
comitê se reúne e
comunica sua decisão ao
País e à pessoa que teve
seus direitos violados.
Pena de morte
O segundo protocolo
facultativo, adotado a
partir da Assembléia
Geral das Nações Unidas
de 15 de dezembro de
1989, estabelece o fim
da pena de morte nos
países signatários e
determina que essas
nações tomem medidas
para cumprir essa
decisão. A única exceção
admitida é a aplicação
da pena de morte em
tempo de guerra, em caso
de condenação por crime
militar de gravidade
extrema.
Tramitação
A proposta foi
apresentada pelo Poder
Executivo na forma da
Mensagem 924/05 e
aprovada pela Comissão
de Relações Exteriores,
que a transformou no PDC
2253/06. Agora, o
projeto será analisado,
em regime de prioridade,
pelas comissões de
Direitos Humanos e
Minorias; e de
Constituição e Justiça e
de Cidadania. Em
seguida, será votado
pelo Plenário da Câmara.
Propostas
relacionadas:
-
PDC-2253/2006
Reportagem - Adriana
Resende
Edição - Natalia
Doederlein
(Reprodução autorizada
desde que contenha a
assinatura 'Agência
Câmara')
Agência Câmara
Tel. (61)
3216.1851/3216.1852
Fax. (61) 3216.1856
E-mail:agencia@camara.gov.br

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