NOTÍCIAS DA DEFESA DA VIDA
08/04/2005

Aborto

1- Papa compara aprovação do aborto ao consentimento aos nazistas

2- PAPA PEDE DEFESA DA VIDA DESDE A CONCEPÇÃO ATÉ A MORTE NATURAL

3- PAPA: O ABORTO NÃO É UM CONQUISTA SOCIAL, TODOS DEVEM PROTEGER A VIDA
4- Papa faz apelo contra o aborto
5- Papa pede que Brasil defenda a vida «desde sua concepção até seu termo natural»
6- João Paulo II um Papa anti-moderno

7- João Paulo II denuncia engano de "saúde reprodutiva"
8- O Papa assinala que defesa da vida continua sendo urgência e prioridade no mundo

9- APELO DE JPII AOS GOVERNANTES A FIM DE QUE TUTELEM A VIDA HUMANA
 

Minas Terrestres

10- O Papa chama a total destruição de minas terrestres no mundo
 

Bioética

11- O Papa condena «nova barbárie» da ciência
 

Eutanásia

12- Papa defende tudo para prolongar vida de doente
13- João Paulo II pede mais respeito para os doentes em fase terminal
14- João Paulo II condena a eutanásia e defende o valor dos idosos na sociedade
 

Tortura

15- Papa pede extinção da tortura no mundo
 

Educação para a Paz

16- Papa pede que educação para a paz comece desde a infância
 

Racismo

17- João Paulo II condena racismo e terrorismo no 60º aniversário da libertação de Auschwitz
 

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ÚLTIMO SEGUNDO IG

BBC - 16:12 22/02

1- Papa compara aprovação do aborto ao consentimento aos nazistas

O papa João Paulo 2º comparou a aprovação do aborto por legislativos nacionais ao consentimento dado pelo Parlamento alemão às políticas nazistas nos anos 1930 e 1940.

"Foi um Parlamento regularmente eleito que consentiu que Hitler chegasse ao poder na Alemanha", diz o papa no livro Memória e Identidade, lançado nesta terça-feira em Roma.
De acordo com o Sumo Pontífice, o apoio parlamentar ao nazismo é suficiente "para ver com clareza que a lei estabelecida pelo homem tem limites precisos" e suscita um questionamento "sobre escolhas legislativas decididas nos Parlamentos dos atuais regimes democráticos".
"A referência mais imediata é à lei do aborto", afirma o papa no livro. "Quando um Parlamento autoriza a interrupção da gravidez, comete um grave abuso para com um ser humano inocente e privado de qualquer capacidade de autodefesa."
João Paulo 2º continua dizendo que os parlamentares que aprovam leis como a do aborto "vão além de suas competências e se colocam em evidente conflito com a lei de Deus e com a lei da natureza".
Conversas
Além do aborto, o papa também critica a aprovação de leis que permitem a eutanásia e uniões homossexuais. No livro, que será traduzido para dez línguas e lançado no Brasil, o papa também analisa os regimes totalitários e relembra os dramáticos momentos vividos durante o atentado que quase custou sua vida em maio de 1981.
Sobre o comunismo, João Paulo 2º diz que o "sistema" caiu em parte como resultado da "doutrina econômica pobre" que o embasava, mas sugere que há razões divinas por trás do fim dos regimes marxistas.
"Não foram apenas fatores econômicos. Sei bem que seria ridículo acreditar que tenha sido o papa a abater com suas próprias mãos o comunismo. A explicação está no evangelho."
"Permissividade"
Mas um outro totalitarismo ameaçaria a Humanidade: o "antievangelho" – que se disfarça, segundo o papa, de democracia.
Ele acusa a sociedade contemporânea ocidental de propagar a idéia de que é preciso viver como se Deus não existisse. No entanto, assim, as pessoas perderiam as coordenadas sobre o bem e o mal, de acordo com o papa. São essas correntes que difundem, na opinião de João Paulo 2º, a permissividade moral que ameaça a família com o divórcio, o amor livre, o aborto, a eutanásia, a manipulação genética e o casamento de homossexuais.
Atentado
No fim do livro, João Paulo 2º recorda o atentado que sofreu na praça de São Pedro, em maio de 1981. Ele descreve o que sentiu com detalhes até chegar ao hospital, onde perdeu os sentidos, mencionando inclusive a nítida sensação de que sobreviveria.
"Tudo aquilo foi testemunho da graça divina. Agca sabia como atirar e atirou para acertar. Foi como se alguém tivesse guiado e desviado aquele projétil."
O livro não é uma autobiografia ou uma coleção de ensaios, mas a versão escrita das conversas que o pontífice teve durante o verão de 1993 com dois amigos filósofos, poloneses como ele.
Kristof Michalski e Jozef Tishner encontraram João Paulo 2º na residência de verão do papa em Castelgandolfo, a poucos quilômetros de Roma.
As conversas eram gravadas, e depois o material foi elaborado e retocado pelo próprio papa para se transformar no livro publicado pela editora Rizzoli.
Memória e Identidade é o quinto livro de João Paulo 2º. Antes, ele publicou Cruzando o Limiar da Esperança, Dom e Mistério, Tríptico Romano, de poesias, e Alzatevi, Andiamo.

 

2- PAPA PEDE DEFESA DA VIDA DESDE A CONCEPÇÃO ATÉ A MORTE NATURAL

Lourdes (França), 15 ago (EFE) - O papa João Paulo II fez hoje, domingo, no Santuário de Lourdes um pedido urgente para que homens e mulheres façam "tudo o que estiver ao seu alcance" para que a vida seja respeitada "da concepção até seu fim natural, já que é um dom sagrado do qual ninguém pode se apropriar". Com essas palavras, o Pontífice condenou o aborto e a eutanásia diante de milhares de pessoas, entre elas muitos doentes.

O Papa referiu-se também ao papel das mulheres nesta época marcada pelo materialismo e a secularização. Esta referência às mulheres foi feita quinze dias depois do Vaticano tornar público um documento no qual condena o feminismo radical e a chamada "ideologia de gênero", por considerar que a diferença entre os sexos vem minimizada, o que faz com que o indivíduo se ache no direito de escolher seu gênero sem considerar seu próprio sexo, e chega a se equiparar a homossexualidade com a heterossexualidade.

"Temos que ser sentinelas do invisível", acrescentou hoje o Pontífice diante de cerca de 300.000 pessoas que assistiram à missa celebrada em um campo do santuário de Lourdes, aonde chegou ontem para comemorar os 150 anos da proclamação, por parte do papa Pio IX em 1854, do dogma da Imaculada Conceição. O Papa quis celebrar a missa em Lourdes porque quando a Virgem apareceu à menina Bernadette na Gruta de Massabielle em 1858 disse a ela: "Eu sou a Imaculada Conceição" e escolheu o dia 15 de agosto porque é a festividade da Assunção de María em corpo e alma, outro importante dogma mariano. Desta maneira, quis abraçar os dois dogmas, que, conforme ressaltou hoje, estão intimamente ligados.

Visivelmente cansado, mas feliz por estar pela segunda vez em Lourdes e entre milhares de doentes, como ele, o Papa, de 84 anos, disse que a Gruta de Massiabelle "fala" ao homem moderno e é a resposta para muitas de suas perguntas. "Desta gruta parte um pedido especial para as mulheres. Aparecendo nela e confiando sua mensagem a uma menina, Maria ressaltou a particular missão da mulher neste tempo marcado pelo materialismo e a secularização: ser na sociedade atual o testemunho de valores essenciais que podem ser vistos apenas com os olhos do coração". "A todos, homens e mulheres, faço um pedido urgente para que a vida seja respeitada da concepção até seu fim natural", afirmou o Papa, ressaltando que a vida é um dom do qual ninguém pode se apropriar.

João Paulo II, que teve que fazer longas pausas para poder ler o discurso por causa de seu delicado estado de saúde e inclusive teve que receber um copo de água, devido ao calor no local, manifestou que a mensagem da Virgem de Lourdes é para que todos "sejam homens e mulheres livres". "Mas lembrem-se que a liberdade humana é uma liberdade ferida pelo pecado e que precisa ser salva. Cristo é o único libertador", acrescentou o Papa.

Aos milhares de jovens presentes disse que as respostas que podem dar sentido a suas vidas podem ser encontradas aqui, entre os doentes. "É uma resposta exigente, mas a única que completa totalmente e na qual está o segredo da verdadeira alegria e paz", acrescentou. Além disso, falou do pecado e deu garantia aos cristãos de que o mal e a morte não terão a última palavra.

Em um dia totalmente mariano, João Paulo II percorreu a vida de Maria, ressaltou seu amor pelos outros, sua entrega sem pedir nada em troca e sua discrição, e afirmou que a Virgem é a expressão de que o "bem não faz ruído". A missa, ato central desta peregrinação de dois dias, foi assistida por cerca de 300.000 pessoas. No fim, o Papa cumprimentou os presentes em sete idiomas.

O governo francês foi representado pelo ministro do Interior, Dominique de Villepin, e o titular de Saúde e ex-prefeito de Lourdes, Philippe Douste-Blazy. Antes de voltar esta noite para Roma, João Paulo II voltará à Gruta de Massiabelle, onde pediu para rezar sozinho durante alguns momentos.

 

 

3- PAPA: O ABORTO NÃO É UM CONQUISTA SOCIAL, TODOS DEVEM PROTEGER A VIDA
18/06/2004 11:26:18

Cidade do Vaticano, 18 jun (SN) – "Proteger a vida humana é um dever de todos", porque "a questão da vida e de sua promoção não é uma prerrogativa só dos cristãos", mas "pertence a qualquer consciência humana que deseja a verdade e se preocupa com o futuro da humanidade".

Palavras fortes do Papa no discurso dirigido ao novo embaixador da Espanha junto à Santa Sé, recebido hoje em audiência, na apresentação das cartas credenciais. João Paulo II lamentou "a incoerência de algumas tendências do nosso tempo que, enquanto de um lado exaltam o bem-estar da pessoa, de outro corroem as raízes de sua dignidade e de seus direitos mais fundamentais": como é o caso do aborto, esclareceu o Papa, quando "se instrumentaliza o diretor fundamental à vida".

Os responsáveis pelos povos – afirmou o Santo Padre – enquanto promotores das garantias dos direitos de todos, têm a obrigação de defender a vida, em particular a dos fracos e dos indefesos". As verdadeiras "conquistas sociais", sublinhou o Pontífice, são "aquelas que promovem e defendem a vida de cada um e, ao mesmo tempo, o bem comum da sociedade".

A este ponto o Papa chamou à atenção para as falsas "conquistas sociais" que "na realidade são só para os indivíduos com o sacrifício de muitos outros, e que os responsáveis do bem público, chamados a garantir os direitos de todos, deveriam considerar com maior preocupação e cuidado".

No início de seu discurso, João Paulo II acenou à "chaga do terrorismo" da qual a Espanha "teve recentemente trágicas experiências", convidando o País a dar a própri! a contribuição à "nova ordem" que está se criando na Europa a! partir das "raízes cristãs", que na Espanha "como em outros Países europeus" trouxeram ao longo dos séculos "uma alta concepção da pessoa aberta à transcendência, fator decisivo de integração e de universalidade".

 

 

4- Papa faz apelo contra o aborto
O Papa João Paulo II fez um apelo neste domingo a autoridades brasileiras para que mantenham as leis que proíbem o aborto no país. Falando em português ao final de seu pronunciamento dominical na Praça de São Pedro, no Vaticano, o pontífice dirigiu-se aos peregrinos brasileiros, congratulando o país "por sua fidelidade ao evangelho de Cristo" e pedindo que continue assim.
09/11/2004
http://www.diariosp.com.br/

 

5- Papa pede que Brasil defenda a vida «desde sua concepção até seu termo natural»
Ao rezar o Angelus com os peregrinos este domingo no Vaticano
CIDADE DO VATICANO, domingo, 7 de novembro de 2004 (
ZENIT.org).- O Papa João Paulo II, após rezar o Angelus este domingo com os peregrinos no Vaticano, afirmou que o Brasil deve defender a «vida desde a sua concepção até seu termo natural».
«Saúdo os peregrinos brasileiros, e aproveito para dar graças a Deus, congratulando-me com vossa nobre Nação por sua fidelidade ao Evangelho de Cristo. Faço votos de que todas as instâncias responsáveis da Nação prossigam defendendo a vida desde a sua concepção até o seu termo natural», disse o Papa.
As palavras de João Paulo II alentam a promoção da cultura da vida no país, num momento em que tramita no Congresso Nacional o projeto de lei de biossegurança.
O texto da lei aprovado no Senado no dia 6 de outubro permite a realização de pesquisa com células-tronco embrionárias. Os embriões utilizados devem estar congelados até o dia da publicação da lei e devem ter, no mínimo, três anos de estocagem.
Por outro lado, o projeto veda a clonagem humana e a produção de embriões para a retirada de células-tronco, com o objetivo terapêutico.
De acordo com declarações Senador Ney Suassuna (relator) na época da aprovação do texto no Senado, o projeto permite a manipulação em pesquisa de cerca de 20 mil embriões congelados.
A Lei de Biossegurança aguarda votação na Câmara dos Deputados.
Em artigo difundido pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) esta semana, intitulado
Biogenética entre esperanças, ilusões e riscos, o Presidente do organismo episcopal, Cardeal Geraldo Majella Agnelo, reafirma a posição contrária da Igreja Católica às pesquisas que manipulam embriões.
«Sabidamente o embrião, desde a primeira fusão e as primeiras divisões celulares, já dispõe de todas as "informações" necessárias para os desdobramentos posteriores. A vida é um processo que tem início com a fecundação. Afirmamos, uma vez mais, e com toda a ênfase, que a vida deve ser respeitada em todos os momentos, desde o seu início até o seu fim», afirma o Cardeal.

 

 

6- João Paulo II um Papa anti-moderno

"Nada, no entanto, aproxima-se da força com que o Papa Wojtyla liderou
a batalha sobre o tema da natalidade e as tentativas de reduzi-la.
Diferentemente da discussão sobre a moralidade das guerras, ele não
admitiu exceções nesse assunto. Nenhum aborto, nenhum assassinato de
qualquer ser humano inocente pode ser legítimo, em nenhuma hipótese. O
ápice desta batalha ocorreu no Cairo, em setembro de 1994, na
conferência internacional sobre população e desenvolvimento convocada
pelas Nações Unidas.
Nessa reunião, o termo 'aborto' não estava efetivamente em nenhum dos
documentos em discussão. Mas outra expressão era muito comum: 'saúde
reprodutiva'. Em primeiro lugar, o papa desmascarou essa fórmula:
'todos sabemos que esta expressão inclui o aborto irrestrito'. E então
ele tornou de tal modo claro o seu desacordo --primeiro, com os
líderes de todo o mundo, depois, com os diretores de programas de
controle de natalidade da ONU e depois, ainda, em uma audiência
agitada com o então presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, que
toda a Conferência do Cairo entrou em ebulição. O papa nunca esteve
presente fisicamente na conferência, mas ela girou em torno dele. Ele
permaneceu sozinho contra o resto do mundo. No papel, a Conferência
terminou sem um vencedor. Mas, na realidade, João paulo II enfrentou
todo o mundo ocidental do seu púlpito, chamou as coisas pelo seu
verdadeiro nome e fez o mundo pensar sobre o bem e o mal, sobre
justiça e injustiça, sobre o direito de viver que o ser humano tem
desde o primeiro momento de sua existência.
Com esta atitude, João Paulo II foi definitivamente um papa
anti-moderno. Ele era o adversário total de uma modernidade
tecnocrática que não deseja apenas interpretar o homem, mas
governá-lo, tomando posse até da geração de novas vidas. O tempo dirá
se o papa foi derrotado nessa batalha. Ou se foi um profeta."
Fonte: Giovanni Paolo II, 1978-2005. L'ultimo papa antimoderno (in
http://www.chiesa.espressonline.it/dettaglio.jsp?id=26992 )
 

 

7- João Paulo II denuncia engano de "saúde reprodutiva"
VATICANO, 21 Fev. 05 (ACI) .- O Papa João Paulo II denunciou que a chamada "saúde reprodutiva" -utilizada em ambientes internacionais para introduzir o aborto como prática médica- é um conceito que eleva a saúde a mito "até suplantar ou descuidar bens superiores" como a vida das crianças por nascer.
O Santo Padre fez esta reflexão na mensagem que dirigiu ao Dom. Elio Sgreccia, presidente da Pontifícia Academia para a Vida, e aos participantes no congresso de estudo sobre o tema "Qualidade de vida e ética da saúde", que se celebra de 21 a 23 de fevereiro no Vaticano.
"Certamente, a saúde não é um bem absoluto, sobretudo quando se entende como simples bem-estar físico, ou se eleva a mito até suplantar ou descuidar bens superiores, alegando razões de saúde até no rechaço do ser que vai nascer: é o que acontece com a chamada 'saúde reprodutiva'. Como não reconhecer nisto um conceito redutivo e desviado da saúde?", questionou o Pontífice.
Também esclareceu que a saúde só pode "ser sacrificada para alcançar bens superiores, como às vezes exigem o serviço a Deus, à família, ao próximo ou à sociedade. A saúde deve ser custodiada e cuidada como 'equilíbrio físico-psíquico e espiritual' do ser humano. É uma grave responsabilidade ética e social o esbanjamento da saúde por causa de desordens de todo tipo, sobretudo relacionados com a degradação moral da pessoa".
O Santo Padre pediu "reconhecer a 'qualidade essencial' que distingue a toda criatura pelo fato de ser criada 'a imagem e semelhança' do Criador. Este nível de 'dignidade' e de 'qualidade' pertence à ordem ontológica e é constitutiva do ser humano desde sua concepção até sua morte natural e se realiza plenamente na dimensão da vida eterna. portanto, o ser humano deve ser reconhecido e respeitado em qualquer condição de saúde, de enfermidade ou de deficiência".
Também advertiu que pressionados pela sociedade do bem-estar, afirma, "está se favorecendo uma noção de qualidade de vida que é ao mesmo tempo 'redutiva e seletiva', e que consistiria na capacidade de gozar e experimentar prazer, ou também na capacidade de autoconsciÊncia e de participação na vida social".
"Como conseqüência, nega-se a qualidade de vida aos seres humanos que ainda não são ou nunca serão capazes de entender e de querer, ou àqueles que não podem gozar da vida como sensação e relação", indicou.
O Papa também abordou a dimensão moral do conceito de saúde, "que não se pode descuidar". Depois de recordar a difusão do alcoolismo, da droga e da AIDS, exclamou: "Quanta energia de vida e quantas vidas de jovens poderiam ser economizadas e mantidas se a responsabilidade moral de cada um promovesse ainda mais a prevenção e a conservação daquele bem precioso que é a saúde!".
 

 

8- O Papa assinala que defesa da vida continua sendo urgência e prioridade no mundo

VATICANO, 10 Jan. 05 (ACI).- Durante de avaliação da situação do mundo que pronunciou diante do corpo diplomático credenciado na a Santa Sé, o Papa João Paulo II assinalou que a defesa da vida continua sendo um tema urgente no mundo e prioritário para a Igreja.

Citando o tema de sua mensagem para a Jornada Mundial da Paz 2005: "Não se deixe vencer pelo mal; antes bem, vença o mal com o bem", o Papa explicou que era "especialmente válido também para as relações internacionais, e pode orientar a todos para responder aos grandes desafios da humanidade atual", entre eles o desafio da vida, o desafio da alimentação, o desafio da paz e da liberdade.

Referindo-se ao desafio da vida, João Paulo II disse: "A Igreja anuncia ‘o Evangelho da Vida’. E o Estado tem precisamente como tarefa primitiva a tutela e a promoção da vida humana".

"Concepções opostas se enfrentam sobre temas como o aborto, a procriação assistida, o uso de células tronco embrionárias humanas com finalidades científicas, a clonagem", advertiu o Santo Padre.

"Apoiada na razão e a ciência, é clara a posição da Igreja: o embrião humano é um sujeito idêntico à criança que vai nascer e ao que nasceu a partir desse embrião", disse o Pontífice.

"portanto, nada que viole sua integridade e dignidade é eticamente plausível. Além disso, uma pesquisa científica que reduza o embrião a objeto de laboratório não é digna do homem".

Defesa da Família

Falando em seguida dos desafios aos que se enfrenta a família, o Santo Padre recordou que "esta se vê freqüentemente ameaçada por fatores sociais e culturais que, exercendo pressão sobre ela, tornam mais difícil sua estabilidade; mas em alguns países a família está ameaçada também por uma legislação que atenta –às vezes inclusive diretamente- a sua estrutura natural, a qual é e só pode ser a da união entre um homem e uma mulher, fundada no matrimônio".

 

  

9- APELO DE JPII AOS GOVERNANTES A FIM DE QUE TUTELEM A VIDA HUMANA
Cidade do Vaticano, 13 nov (RV) - As pessoas portadoras de deficiências são "criaturas de Deus, amadas por Ele por si mesmas e não por aquilo que fazem", e as legislações do mundo deveriam tutelá-las de modo especial, assim como as outras categorias mais frágeis como a das crianças, dos anciãos e dos pobres.
Foi o apelo lançado por JPII, esta manhã, ao receber em audiência, na Sala do Consistório, no Vaticano, 50 membros do Serviço Cristão aos Excepcionais. Trata-se de uma instituição benemérita de Paris, França, cujos membros vieram a Roma para celebrar os 40 anos de sua fundação.
"A ação de vocês _ observou o Papa falando a seus hóspedes, liderados pela fundadora do organismo, Marie-Hélène Mathieu _ é um serviço e, ao mesmo tempo, uma verdadeira missão de promoção da pessoa humana e de defesa de sua dignidade."
Uma missão _ acrescentou _ que, além de ser um "sinal de solidariedade de toda a comunidade cristã", dá testemunho do "serviço insigne da caridade, da ternura e da compaixão", vivida ao lado de "quem se encontra ferido no corpo e no espírito", e da família dessas pessoas.
Nesse ponto de seu discurso, o Pontífice se dirigiu de modo firme a todos aqueles que, em particular, desempenham uma função governamental e legislativa, convidando-os a uma "tomada de consciência e de humanidade", a fim de que "toda vida humana" seja protegida, em todas as suas formas, a fim de que "cessem _ disse JPII _ todas as ações voltadas a eliminar as crianças concebidas e ainda não nascidas". (RL)
© Rádio Vaticano

 

 

10- O Papa chama a total destruição de minas terrestres no mundo
VATICANO, 02 Dez. 04 (ACI) .- A Santa Sé deu a conhecer hoje a enérgica mensagem enviada pelo Papa João Paulo II ao embaixador Wolfgang Petritsch, Presidente da Primeira Conferência da Convenção de Ottawa sobre a Proibição do uso de minas terrestres, em que exige a total destruição das reservas deste tipo de arma no mundo.
A mensagem papal foi lido em francês durante a cúpula que se vem realizando em Nairobi (Quênia), pelo Bispo Giampaolo Crepaldi, Secretário do Pontifício Conselho "Justiça e Paz" e chefe da delegação da Santa Sé.
O Papa começa manifestando sua alegria pela ação empreendida para "erradicar de forma definitiva este açoite terrível de nossa época".
"Cinco anos depois de sua entrada em vigor -diz o Papa-, a Convenção passou a ser para os países que a ratificaram uma norma fundamental e irrevogável que reforça a aplicação estrita do direito humanitário internacional e uma prova tangível de solidariedade entre as nações e os povos".
"A Santa Sé, que foi uma das primeiras em ratificar a Convenção quer contribuir ativamente a sua aplicação mediante um diálogo sincero e construtivo com os outros Estados assinantes".
"A Santa Sé lançou uma campanha de sensibilização das Igrejas locais sobre o problema das minas terrestres, difundindo numerosas informações" e solicita um "compromisso ativo" além de "pedir orações pelas vítimas das minas e pelo êxito da Conferência".
"É importante -prossegue o Santo Padre- a destruição dos depósitos de minas" e "a reinserção sócio-econômica das vítimas", em sua maior parte inocentes mutilados ou assassinados.
Terá que suscitar "a cooperação bilateral e multilateral" entre os países afetados para tomar as decisões oportunas e erradicar as minas. "A causa da paz progride na consciência das pessoas e de toda a humanidade quando os Estados se unem, em um clima de compreensão, de respeito mútuo e de cooperação para opor-se à cultura da morte e edificar com confiança uma cultura da vida", adiciona a mensagem do Papa.
João Paulo II sublinha que as vítimas das minas merecem atenção especial, inclusive depois de que os depósitos de minas sejam reduzidos ou eliminadose que a comunidade internacional deve facilitar os recursos humanos e financeiros para que as pessoas sejam protagonistas de seu próprio desenvolvimento, para reabilitar aos deficientes e para reinserir às vítimas das minas na sociedade.
O Papa conclui com um "fervoroso chamado à universalização da Convenção de Ottawa, convidando as nações que ainda hesitam em aderir a ela, a passar ao lado da paz, neutralizando definitivamente estas engenharias de morte".

 

 

11- O Papa condena «nova barbárie» da ciência
João Paulo II defendeu hoje que "nenhum tipo de pesquisa pode ignorar a intangibilidade de cada ser humano". "Violar essa barreira significa abrir às portas a uma nova forma de barbárie", advertiu.
O Papa repetiu a sua convicção de que a vida humana deve ser "promovida e defendida desde a sua concepção até ao seu fim natural". Numa mensagem enviada à Associação dos Médicos Católicos, João Paulo II refere que "toda a pessoa humana tem uma dignidade inviolável".
"Não há vidas que não sejam dignas de ser vividas nem há sofrimento, por mais penoso que seja, que justifique a supressão de uma existência", diz a mensagem, condenado o aborto e a eutanásia.
O Papa aborda ainda os temas da clonagem e das experiências com embriões humanos, assegurando que "não há nenhuma razão que torne plausível a criação de seres humanos destinados a ser utilizados e destruídos".

Internacional | Octávio Carmo| 12/11/2004 | 12:50 |
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DISCURSO 31/03/2005 - 12h01
12- Papa defende tudo para prolongar vida de doente
O Papa João Paulo II, que agora vem recebendo alimentos por meio de um tubo nasal devido a problemas na garganta, disse em um discurso no ano passado que era obrigação moral dos católicos aceitar toda forma de tratamento médico que lhes prolongasse a vida.
O Papa estabeleceu diretrizes para o tratamento de pacientes gravemente doentes ao dizer em março de 2004 que os tubos de alimentação são um tratamento normal e não uma medida excepcional que poderia ser interrompida no caso de não haver mais esperanças de recuperação.
Isso indicaria que João Paulo II desejaria ser mantido vivo por todos os meios artificiais disponíveis mesmo que entrasse em coma ou que ele ficasse em um estado vegetativo, tal como o verificado no caso da americana Terri Schiavo, cujo tubo de alimentação foi retirado por ordem judicial recentemente após 15 anos.
"A declaração do Papa teria que ser considerada o equivalente a uma manifestação de suas próprias vontades", afirmou o padre Thomas Reese S.J., editor da revista jesuíta "America in New York". "Seria muito difícil desligar os aparelhos dele se fosse esse o caso".
Cada vez mais popular nos EUA, a declaração explícita das próprias vontades é um documento escrito por adultos no qual indicam o que os médicos devem fazer para mantê-los vivos ou se desejam morrer no caso de não ficarem muito doentes e sem esperança de recuperação. Como mostra o caso de Schiavo, a medicina moderna pode preservar as funções básicas de um organismo durante anos.
A Igreja Católica sempre defendeu que os médicos e os parentes de pacientes podem optar por suspender medidas que prolonguem artificialmente a vida do doente, se não houver chances de recuperação.
João Paulo II, que luta há tempos contra o que Vaticano classificou como a "cultura da morte", que incluiria o aborto e métodos artificiais de controle de fertilidade, surpreendeu teólogos em um discurso de março de 2004 ao insistir que os católicos não poderiam mais tomar tais decisões, mesmo em casos extremos.
"O valor intrínseco e a dignidade pessoal de todos os seres humanos não mudam com suas condições de vida", disse o Papa, na época, durante uma conferência sobre o estado vegetativo.
"O fornecimento de água e comida, mesmo quando feito por meios artificiais, sempre representa um meio natural de preservar a vida, não um ato médico", afirmou.
Negar ao paciente tal assistência seria o "equivalente à eutanásia por omissão", acrescentou o Papa.
www.Globo.com

 

 

13- João Paulo II pede mais respeito para os doentes em fase terminal
João Paulo II pediu hoje um maior respeito para os doentes em fase terminal, assinalando que a aposta da Igreja Católica para estes casos passa pela melhoria dos cuidados paliativos e não pela eutanásia.
"Entre os dramas de uma ética que pretende estabelecer quem pode viver e quem morrer está o da eutanásia", disse o Papa, que condenou ainda o "encarniçamento terapêutico", considerando estas atitudes como sintomas de ausência do respeito "que em todo o instante se deve ao paciente".
O Papa dirigiu-se aos mais de 600 participantes na XIX Conferência Internacional do Conselho Pontifício para a Pastoral da Saúde, sobre os "Cuidados Paliativos", para lembrar que estes "requerem a intervenção de uma equipa de especialistas com competências médicas, psicológicas e religiosas" para apoiar o doente nas fases críticas.
Sobre a eutanásia, João Paulo II assegurou que "mesmo quando motivada por uma mal compreendida compaixão ou intenção de preservar, a eutanásia não consegue salvar a pessoa do sofrimento, mas apenas suprimi-la".
Já em relação ao encarniçamento terapêutico, o Papa lembra que "a eventual decisão de não começar ou interromper uma terapia é eticamente correta quando ela vá resultar ineficaz ou claramente desproporcionada".
João Paulo II agradeceu aos presentes pelo seu "compromisso científico e humano em favor de quantos se encontram numa situação de sofrimento".
"A medicina está ao serviço da vida, mesmo quando sabe que não pode debelar uma patologia grave. Trabalhar com paixão para ajudar o paciente em todas as situações significa ter consciência da inalienável dignidade de todo o ser humano, mesmo nas condições extremas do estado terminal", disse.
O Papa destacou a importância de se acompanharem os doentes até ao fim, "fazendo todos os possíveis para diminuir o sofrimento".
"A Igreja irá continuar a oferecer o seu contributo específico através do acompanhamento humano e espiritual dos doentes", assegurou.
Durante a Conferência, que se encerra amanhã no Vaticano, foi lançado um apelo em favor das "dezenas de milhões de pessoas" que em todo o mundo ainda não têm acesso aos cuidados paliativos, sobretudo nos países mais pobres, onde aumenta o número de doentes crônicos ou terminais, como nos casos de cancro ou de SIDA.
Internacional | Octávio Carmo| 12/11/2004 | 17:04 | 2269 Caracteres
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14- João Paulo II condena a eutanásia e defende o valor dos idosos na sociedade
João Paulo II condena a eutanásia na sua Mensagem para a Quaresma de 2005 e pede à sociedade que saiba reconhecer o valor dos idosos.
"A vida do homem é um dom precioso que se deve amar e defender em todas as suas fases. O mandamento 'Não matarás!' pede que ela seja respeitada e defendida sempre, desde o seu início até ao seu fim natural", escreve o Papa num texto que tem como pano de fundo uma citação bíblica do Deuteronómio: É Ele "a vida e a longevidade dos teus dias" (30, 20).
Como contraponto à solução eutanásica, a Mensagem aponta para as curas paliativas considerando que estas, "com uma aproximação integral do doente, se demonstram particularmente benéficas para quem permanece longamente hospitalizado".
O Papa ataca duramente "uma certa mentalidade corrente, que considera quase inúteis estes nossos irmãos e irmãs (idosos, ndr), quando são limitados nas suas capacidades pelas dificuldades da idade ou pela doença".
Na sua Mensagem, lembra que a sociedade de hoje, graças ao contributo da ciência e da medicina, assiste a um prolongamento da vida humana e a um consequente aumento do número de idosos. Nesse sentido, o Papa pede que os católicos de todo o mundo se dediquem a reflectir sobre este tema durante a Quaresma, "para aprofundar a consciência do papel que os idosos estão chamados a desempenhar na sociedade e na Igreja, e dispor assim o coração para o acolhimento amoroso que lhes deve ser sempre reservado".
"A assistência aos idosos, sobretudo quando passam por momentos difíceis, deve ser preocupação dos fiéis, especialmente nas Comunidades eclesiais das sociedades ocidentais, onde o problema está particularmente presente", escreve.
A Mensagem exige que se dedique uma atenção mais específica "ao mundo da chamada 'terceira' idade, para ajudar os componentes a viver plenamente as suas capacidades, pondo-as ao serviço de toda a comunidade".
"É preciso fazer crescer na opinião pública a consciência de que os anciãos constituem, em qualquer caso, um recurso que deve ser valorizado. Por conseguinte, devem ser incrementados os apoios económicos e as iniciativas legislativas que lhes permitam não ser excluídos da vida social", assinala João Paulo II.
Partindo da sua própria experiência pessoal de 84 anos, o Papa assegura que "o maior tempo disponível nesta fase da existência oferece às pessoas idosas a oportunidade de se confrontarem com interrogações fundamentais, que antes talvez tenham sido descuidadas devido a interesses urgentes ou considerados prioritários".
Sobre a morte, João Paulo II escreve que "a consciência da proximidade da meta final leva o idoso a concentrar-se sobre o que é essencial, dando importância àquilo que o passar dos anos não destrói". "É necessário habituar-se a pensar com confiança no mistério da morte, para que o encontro definitivo com Deus se realize num clima de paz interior", aconselha.
Às comunidades católicas de todo o mundo, o Papa deixa votos de que a Quaresma, período espiritual e litúrgico de preparação para a Páscoa, seja "um tempo propício para intensificar a nossa oração e penitência, abrindo o coração à dócil aceitação da vontade divina".
Internacional | Octávio Carmo| 27/01/2005 | 11:16 | 3302 Caracteres
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27/06/2004 - 08h57
15- Papa pede extinção da tortura no mundo
da Folha Online
O papa João Paulo 2º pediu neste domingo pela completa extinção de atos de tortura no mundo. A advertência do pontífice, feita em seus comentários semanais aos fiéis na praça São Pedro, acontece um dia após o Dia Internacional de Apoio às Vítimas de Tortura.
João Paulo pressionou por um "compromisso comum das instituições e dos cidadãos para banir completamente esta violação intolerável dos direitos humanos, que é radicalmente contrária à dignidade humana".
Apesar dos acontecimentos recentes, o papa não citou nenhuma nação, nem fez nenhum comentário específico às situações ocorridas principalmente na Arábia Saudita e no Iraque.
Ontem, extremistas iraquianos supostamente ligados à rede terrorista Al Qaeda --e liderados pelo jordaniano Abu Musab al Zarqawi-- ameaçaram degolar três reféns turcos em 72 horas caso as empresas turcas continuem a trabalhar com os americanos no Iraque.
Com agências internacionais

 

 

Domingo, 30 de janeiro de 2005, 13h17
16- Papa pede que educação para a paz comece desde a infância
O papa pediu neste domingo que a educação para a paz comece desde a infância e que se desenvolva tanto nas escolas como na família.
João Paulo II fez essa recomendação antes de dirigir ao meio-dia a tradicional reza do Ângelus perante os fiéis que se concentram na Praça de São Pedro e onde havia centenas de jovens do movimento "Azione Cattolica".
Com voz cansada, o papa disse que as crianças também podem ser "atores de paz", embora tenha apontado que "devem ser treinadas para o diálogo e aprender a vencer o mal com o bem".
"É necessário derrotar a injustiça com a justiça, a mentira com a verdade, a vingança com o perdão, o ódio com o amor", afirmou João Paulo II. Ele ressaltou que essa atitude não pode ser improvisada, mas requer um trabalho prévio de ensino.
O papa disse que essa educação tem que se dar com "sábios conselhos e, sobretudo, modelos válidos na família, na escola e em todos os âmbitos da sociedade. As paróquias, as associações, os movimentos e grupos eclesiásticos devem se converter em lugares privilegiados dessa pedagogia da paz e do amor".
Por isso invocou à Virgem Maria para que "ajude os jovens, que tanto desejam a paz, a serem valentes e tenazes construtores".
Depois da reza do Ângelus, o papa lembrou que hoje é o Dia Mundial dos Doentes de Lepra, uma doença ainda existente em várias partes do mundo e a cujos portadores enviou uma saudação especial, ao mesmo tempo que expressou seu desejo de que a comunidade internacional consiga eliminar essa "praga social".
EFE

 

 

17- João Paulo II condena racismo e terrorismo no 60º aniversário da libertação de Auschwitz
João Paulo II lançou hoje uma forte condenação de qualquer ideologia racista ou terrorista no 60º aniversário da libertação do campo de extermínio nazi de Auschwitz, na sua Polónia natal.
"Não é permitido a ninguém passar com indiferença diante da tragédia da Shoah", frisou.
Classificando o Holocausto como "um crime que marca para sempre a história da humanidade", o Papa vincou que esta tragédia deve soar como "um aviso" para todas as gerações, presentes e futuras.
"A tentativa de destruição sistemática de todo o povo Judeu permanece como uma sombra sobre a Europa e o mundo inteiro", referiu o Papa polaco, que também perdeu amigos e conhecidos às mãos do regime nazi.
Auschwitz-Birkenau, onde morreram durante a II Guerra Mundial perto de dois milhões de pessoas, sobretudo judeus, permanece como o símbolo negro do regime de Adolf Hitler. A 27 de Janeiro de 1945, os soldados do Exército Vermelho entraram no campo de concentração, situado no sul da Polónia, onde encontraram cerca de 7.000 deportados.
"Não devemos ceder diante das ideologias que justificam a possibilidade de violar a dignidade humana, fundadas na diferença de raça, da cor da pele, da língua ou da religião: renovo este apelo a todos e, sobretudo, aos que em nome da religião recorreram a abusos de poder e ao terrorismo", diz João Paulo II na sua mensagem. O Papa está representado nas comemorações oficiais através do Cardeal Jean-Marie Lustiger, Arcebispo de Paris, seu enviado especial a Auschwitz.
O texto evoca igualmente as vítimas russas e de etnia cigana, também elas destinadas "à exterminação total, nas intenções de Hitler", bem como as da Polónia, "nação que suportou tantos sacrifícios pela libertação do continente europeu da nefasta ideologia nazi".
Dez mil antigos presos e combatentes e 50 delegações oficiais participam nas cerimónias oficiais, ao início da tarde. No antigo campo de concentração estarão os presidentes de Israel, Moshé Katzav, da Alemanha, Horst Koehler, da Rússia, Vladimir Putin e da Polónia, Aleksander Kwasniewski, entre cerca de 40 chefes de Estado e de Governo.
A encerrar a cerimónia haverá uma oração inter-religiosa, com a participação de católicos, ortodoxos, evangélicos e judeus, e será acesa a chama eterna junto do Monumento da Memória.
Esta segunda-feira, na 28ª sessão especial da Assembleia-Geral da ONU, para assinalar o 60º aniversário da libertação dos campos de concentração nazi durante a II Guerra Mundial, como foi o caso de Auschwitz, a Santa Sé pedira que a humanidade aprenda com os erros da II Guerra Mundial e diga "nunca mais" aos crimes praticados nos campos de concentração nazi.
"Nesta oportunidade solene, lembramos as vítimas de uma visão política desumana, baseada numa ideologia extremista", disse então o arcebispo Celestino Migliore, representante do Papa. "Os que eram considerados desadequados para a sociedade - judeus, eslavos, ciganos, deficientes e homossexuais entre outros - foram assinalados para a exterminação. Os que se opunham ao regime nazi, por palavras e actos, pagaram-no com as suas vidas", lembrou.
Na sua visita ao campo de Auschwitz, em 1979, João Paulo II assinalou que o grito das pessoas martirizadas "deve mudar o mundo para melhor".
Hoje, na conclusão da sua mensagem, o Papa pediu que "nunca mais se repita, em lugar algum da terra, aquilo que sofreram os homens e mulheres pelos quais choramos desde há sessenta anos".
Internacional | Octávio Carmo| 27/01/2005 | 14:38 | 3414 Caracteres
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