NOTÍCIAS DA DEFESA DA VIDA
06/05/2005

 

Aborto

1- «Nascer, viver e morrer com dignidade» - Chile
2- Lei nos EUA protegerá a menores grávidas para que não as obriguem a abortar
3- Base científica - Brasil
4- Câmara municipal vota hoje contra Pílula do Dia Seguinte - Brasil
5- Cadeia de clínicas abortistas lança campanha contra Bento XVI - EUA
6- Projeto permite aborto de feto sem cérebro - Brasil

 

Eutanásia

7- França rejeita legalização da eutanásia
8- Satisfação no Vaticano pela oposição do Conselho da Europa à eutanásia
 

Células-Tronco

9- Células-tronco adultas podem vir a curar diabetes - EUA

10- Cientistas criam óvulos a partir de células-tronco - EUA

11- EUA GANHAM NORMAS PARA CÉLULAS-TRONCO

 
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1- «Nascer, viver e morrer com dignidade»
Congresso Latino-Americano de Médicos Católicos
SANTIAGO DO CHILE, sexta-feira, 29 de abril de 2005 (ZENIT.org).-
Duzentos especialistas em medicina e bioética participam, entre a sexta-feira
e o sábado, do IV Congresso Latino-Americano de Médicos Católicos sobre
como «nascer, viver e morrer com dignidade», no Instituto Pedro de Córdoba
desta capital.
Organizado pela Federação de Associações Médicas Católicas da América
Latina (FAMCLAM) e a Academia de Medicina São Lucas, presidida pelo
médico chileno Francisco Díaz Herrera, os especialistas estão abordando os
seguintes temas: «A pílula do dia seguinte», «O novo laicismo europeu e o
direito à vida», «O diagnóstico pré-natal invasivo e os riscos para o feto»,
«Clonagem, genética e ética», «Educação na afetividade e sexualidade»,
«Desafios para a saúde pública: Aids e homossexualidade», «Prostituição,
drogas e aids: Como viver com dignidade?», e «Qualidade de vida e
humanização da medicina».
Entre os convidados especiais figuram o núncio apostólico no Chile, o
arcebispo Aldo Cavalli; o ministro da Saúde do Chile, Pedro García
Aspillaga; o vice-presidente da Federação Européia de Associações de
Médicos Católicos, doutor José Maria Simon, e o médico argentino Hugo
O.M. Obiglio, membro da Academia Pontifícia para a Vida.
A FAMCLAM pertence à Federação Internacional de Médicos Católicos
(FIAMC) que agrupa as federações médicas dos cinco continentes e conta
com mais de 30.000 médicos em todo o mundo. São países membros a
Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Cuba, República Dominicana,
Haiti, México, Panamá, Paraguai, Peru, Trinidad e Tobago, e Uruguai.

  

2- Lei nos EUA protegerá a menores grávidas para que não as obriguem a abortar
WASHINGTON DC, 30 Abr. 05 (ACI) .- A Câmara de Representantes passou,
por uma ampla diferença, um projeto de lei que penaliza o traslado de
menores grávidas a outro estado para as submeter a um aborto, sem o
consentimento de seus pais.
A iniciativa, que obteve 270 votos a favor e 157 em contra, estabelece que as
menores de idade devem contar com uma autorização de seus pais para
abortar e qualquer pessoa que translade uma menor de idade para evitar
este requisito poderia ser condenada a um ano de cárcere.
Esta lei também contempla que depois de receber a autorização paterna, os
médicos deverão esperar pelo menos 24 horas antes de proceder com o
aborto.
A representante do Florida, Ileana Ros-Lehtinen, que apresentou o projeto,
expressou sua satisfação e prognosticou que encontrará uma aprovação
similar no Senado.
"Minha legislação eliminará uma fresta legal que não só permite que as
menores violem as leis ao submeter-se a um aborto sem o consentimento de
seus pais, mas também também terminam uma vida", indicou a deputada.

  

3- Base científica
Artigo publicado no Jornal O Globo dia 29/04.

http://oglobo.globo.com/jornal/opiniao/167837759.asp

Rio, 29 de abril de 2005

MARLENE NOBRE
À primeira vista, pode parecer que as razões contrárias ao aborto provocado sejam exclusivamente da alçada da religião. Uma reflexão mais acurada, porém, demonstrará que elas têm raízes na própria ciência. É indispensável analisar os argumentos científicos. O primeiro passo é a descoberta do verdadeiro significado do zigoto. Segundo os ilustres embriologistas Moore e Persaud, o zigoto e o embrião inicial são organismos humanos vivos, nos quais já estão fixadas todas as bases do indivíduo adulto. Sendo assim, não é possível interromper qualquer ponto do contínuo — zigoto, feto, criança, adulto, velho — sem causar danos irreversíveis ao bem maior, que é a própria vida.
Reconhecemos o grande valor da Teoria Neodarwiniana. Mas ela é insuficiente para explicar a evolução como um todo, porque tem no acaso um dos seus pilares. Acreditamos que a Teoria do Planejamento Inteligente, que não tem por base o acaso, dispõe de argumentos científicos bem mais sólidos para explicar a evolução dos seres vivos.
Descobertas recentes da neurocientista Candace Pert demonstram que a memória está presente não somente no cérebro, mas em todo o corpo, através da ação dos neuropeptídeos, que fazem a interconexão entre os sistemas nervoso, endócrino e imunológico. Outras pesquisas já detectaram a presença, no zigoto, de registros ( imprints ) mnemônicos próprios, que evidenciam a riqueza da personalidade humana, manifestando-se muito cedo, na embriogênese. O conjunto destes trabalhos demonstra a competência do embrião: capacidade para autogerir-se mentalmente, adequar-se a situações novas; selecionar situações e aproveitar experiências.
Se unirmos a Teoria do Planejamento Inteligente a essas descobertas, concluiremos que a vida do embrião não pertence à mãe, ao pai, ao juiz, à equipe médica, ao Estado, mas exclusivamente a ele mesmo. Há, pois, fortes razões científicas para ser contra o aborto, mesmo do anencéfalo. Aprendemos, com a genética, que a diversidade é nossa maior riqueza coletiva. E o feto, mesmo portador de grave deficiência, faz parte dessa diversidade e deve ser preservado e respeitado.
A mulher que gera um feto deficiente precisa de apoio psicológico, direito que na prática não lhe é assegurado. Sem ajuda para trabalhar seu sentimento de culpa, ela pode exacerbá-lo pela incitação à violência contra o feto. Seria importante inclinar seu coração à compaixão e à misericórdia, mostrando-lhe o real significado da vida.
MARLENE NOBRE é médica.

  

4- Câmara vota hoje contra Pílula do Dia Seguinte
Quinta-Feira, 05/05/2005 09h31m
http://www.cancaonova.com/portal/canais/noticias/cnj_nprev.php?id_materia=15406
Cachoeira Paulista
A Câmara de São José dos Campos, em São Paulo, vota hoje o veto do
prefeito Eduardo Cury( PSDB) ao projeto de lei que proibiu a
distribuição da Pílula do Dia Seguinte na rede municipal da saúde. A
sessão está marcada para as 17h30.
Em caso de vitória, será uma decisão histórica que poderá servir de
exemplo para outros municípios brasileiros se levantarem contra a
Norma Técnica do Ministério da Sáude.
A expectativa é de que 30 religiosos, entre padres, diáconos e
líderes pastorais, acompanhem a votação no plenário para que os
parlamentares derrubem o parecer do prefeito.
Distribuição Pílula dia seguinte
A pílula do dia seguinte é fornecida desde fevereiro pelo Ministério
da Saúde como parte da nova Política Nacional de Direitos Sexuais e
Direitos Reprodutivos que, entre outras medidas, visa a ampliação da
oferta de métodos anticoncepcionais reversíveis (não-cirúrgicos) na
rede pública de saúde.
No total, o ministério distribuiu 352.361 cartelas do medicamento
para 1.388 municípios em todo o país. Na região do Vale do Paraíba o
ministério entregou 5.325 cartelas da pílula para 13 municípios.
Em outros lugares
No Rio de Janeiro, o prefeito, Cesar Maia (PFL), cancelou a resolução
da Secretaria Municipal de Saúde para distribuição da pílula do dia
seguinte, que havia sido publicada no "Diário Oficial" no dia 25 de
janeiro. O cancelamento aconteceu após a intervençãoda Arquidiocese
do Ro.
A nota divulgada pela Arquidiocese afirma que o anticoncepcional é na
verdade um medicamente abortivo, já que atua depois da concepção. O
texto destaca ainda que a venda foi proibida na França e nos EUA por
ter efeitos negativos para a mulher.
Defender a vida
A vida humana é sagrada, e deve ser protegida, da concepção até a
morte natural. E qualquer autoridade que atente contra a vida, ainda
mais a vida de um inocente, exorbita de sua competência, e suscita a
indignação ética de quantos, independentemente de sua religião,
acreditam na dignidade do ser humano.
Estudos mostram que o uso não muda comportamento sexual das pessoas
O acesso fácil à chamada "pílula do dia seguinte" não mudou o
comportamento sexual das norte-americanas nem os seus hábitos em
termos de contracepção para evitar a gravidez ou doenças, indica
estudo.
O estudo foi realizado por Tina Raine, professora da Universidade da
Califórnia em São Francisco, cujos resultados foram publicados no
"Journal of the American Medical Association", ouviu 2.117 mulheres
com idades entre 15 e 24 anos, divididas por três grupos.
Quem ama cuida
A Igreja Católica não aprova o uso da pílula do dia seguinte por
considerá-la abortiva. Para a Igreja está claro que a pílula do dia
seguinte nada mais é do que um aborto obtido através de meios
químicos. Para o professor Humberto Leal Vieira, membro vitalício da
Pontifícia Academia para a Vida e presidente da Pró-vida, uma
organização católica que defende os direitos da família e os valores
éticos e morais da vida humana, o contraceptivo de emergência é
abortivo e a sua distribuição contraria a legislação em vigor no
país. Segundo ele, países como a Argentina e o Chile tiveram a
distribuição da pílula proibida por medida judicial.
"É fato científico que a vida tem início no momento da fertilização,
da união do espermatozóide com o óvulo, que se dá nas trompas de
Falópio, e qualquer interrupção da vida desde esse momento é um
aborto", diz Vieira, também consultor do Pontifício Conselho para a
Família, nomeado pelo papa João Paulo II.
Como funciona a pílula do dia seguinte?
Se você tomar o primeiro comprimido da pílula do dia seguinte até 72
horas após ocorrer uma relação sexual, ele vai impedir ou retardar a
liberação de um óvulo do ovário, impossibilitando a fecundação ou,
ainda, impedirá a fixação do óvulo fecundado no interior do útero (a
nidação), através da desestruturação do endométrio.
cancaonovanews.com

 

5- Cadeia de clínicas abortistas lança campanha contra Bento XVI
NOVA IORQUE, 05 Mai. 05 (ACI) .- A International Planned Parenthood Federation -a maior organização abortista e anti-família do mundo- lançou uma campanha para que todos seus membros e os simpatizantes de sua "causa" enviem uma carta ao editor solicitando a Bento XVI que reconsidere seus "pontos de vista retrógrados" e modifique sua posição quanto à moral sexual.
Na missiva, deve-se "alentar" ao Santo Padre a que "reconsidere sua anacrônica posição quanto à planificação familiar, o aborto e a sexualidade para que assim a Igreja Católica ingresse no século XXI" conforme indica um comunicado dado a conhecer pela diretora da campanha, Eve Fox.
"A posição da novo Papa nestas questões fundamentais ameaça a saúde de milhões de mulheres e adolescentes no mundo todo e mina os esforços para prevenir o contágio do HIV", escreveu Fox.
Do mesmo modo, a diretora da campanha, indicou que "a Igreja tem uma tremenda influência em muitos governos, especialmente na América Latina, e joga um papel crucial no estabelecimento de normas no mundo inteiro".
Fox também se referiu ao Pontífice como "mais conservador ainda que João Paulo II" e indicou que Bento XVI está "contra todo tipo de anticoncepção e se opõe ao uso do preservativo como méio para prevenir o SIDA".
A diretora desta campanha assinalou que antes de ser eleito Papa, o Cardeal Ratzinger "disse aos católicos americanos que era pecado votar por candidatos que apoiavam o aborto como John Kerry e insistiu aos bispos que negassem a comunhão ao democrata. Também liderou a campanha da Igreja Católica contra os 'matrimônios' homossexuais e outros 'direitos' para casais de pessoas do mesmo sexo, incluindo o 'direito' a adotar crianças".

6- Projeto permite aborto de feto sem cérebro

Pauta - 2/5/2005 18h16

A Comissão de Seguridade Social e Família vai analisar o Projeto de Lei 4834/05, que permite o aborto de fetos sem cérebro, anomalia conhecida como anencefalia. O projeto, de autoria dos deputados Luciana Genro (Sem partido-RS) e Dr. Pinotti (PFL-SP), modifica o Código Penal, para incluir a anencefalia entre os casos de aborto pelos quais o médico não pode ser punido. Atualmente, a lei autoriza a prática apenas quando a gestante corre risco de morte ou em gravidez resultante de estupro. "Entendemos que, ao se diagnosticar um feto anencéfalo, deverá ser permitido ao casal decidir, de maneira totalmente informada e livre, sobre a interrupção ou o seguimento da gravidez", defendem.
Pinotti, que é ginecologista e ex-reitor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), alega que não há nenhuma possibilidade de sobrevivência do feto portador desse tipo de patologia. Estudos médicos demonstram, além disso, que a gravidez de anencéfalo expõe a mulher a várias doenças, como a hipertensão.
Polêmica
"Sabemos que a questão gera grande polêmica, por envolver problemas sociais, religiosos, médicos e éticos. Ninguém em sã consciência é a favor do aborto", reconhecem os deputados. Para Luciana Genro, obrigar uma mulher a levar adiante a gravidez de feto com anencefalia eqüivale à prática de tortura. "A gestante será submetida a um parto complicado, de alto risco, que envolve sofrimento e um esforço desgastante e infrutífero, sem contar as despesas do casal e do sistema de saúde", argumentam os parlamentares.
Genro e Pinotti observam que, em países como França, Suíça, Bélgica, Áustria, Israel e Rússia, a interrupção da gravidez de fetos anencéfalos é feita em 100% dos casos. "Mesmo em países de grande tradição católica, como Itália e Espanha, esse percentual é alto, de 80% a 85%", afirmam.
Anencefalia
A anencefalia é uma anomalia do sistema nervoso central, que incapacita o feto para a vida fora do útero, pois não há capacidade cerebral de controle da temperatura corpórea e da freqüência respiratória. Para o surgimento da anomalia, concorrem fatores genéticos e ambientais, como exposição a produtos químicos e irradiação, alcoolismo, tabagismo, uso de antidepressivos e antibióticos, entre outros.
Algumas doenças também aumentam as possibilidades do aparecimento de anencefalia. Uma mulher diabética, por exemplo, corre de 6 a 16 vezes mais risco de gestar um feto anencéfalo do que quem não possui a doença. A ocorrência de anencefalia no Brasil é de um caso para cada grupo de 1,6 mil habitantes.
O diagnóstico de anencefalia é dado por exame de ultra-som a partir da 12º semana de gestação.
Tramitação
A proposta está tramitando em conjunto com o PL 1135/91, do ex-deputado Eduardo Jorge (PT-SP), que descriminaliza o aborto provocado pela própria gestante ou com o seu consentimento. Outras dez proposições sobre o tema estão sendo analisadas também pela relatora na Comissão, deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ). Depois os projetos serão votados pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania e pelo Plenário.

Reportagem - Joseana Paganine
Edição - Regina Céli Assumpção
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência)
Agência Câmara
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Fax. (61) 216.1856
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A Agência também utiliza material jornalístico produzido pela Rádio, Jornal e TV Câmara. RCA

 

7- França rejeita legalização da eutanásia
O Estado de S. Paulo, quinta-feira, 14 de abril de 2005
O Senado da França rejeitou na madrugada de ontem a legalização da
eutanásia, mas admitiu o direito ao paciente em fase terminal de decidir
"limitar ou interromper seu tratamento". A legislação também autoriza a
administração de drogas contra a dor passíveis de acelerar a morte. A medida
já havia sido aprovada pela Câmara dos Deputados. O texto, pragmático, é
fruto da comoção pela morte de Vincent Humbert, provocada por sua mãe, em
2003.

 

8- Satisfação no Vaticano pela oposição do Conselho da Europa à eutanásia
CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 29 de abril de 2005 (ZENIT.org).- O bispo Elio Sgreccia, presidente da Academia Pontifícia para a Vida, manifestou sua satisfação ante a rejeição por parte dos parlamentos do Conselho da Europa de uma resolução sobre o acompanhamento dos enfermos ao final da vida.
Após um longo debate, em 27 de abril, a Assembléia parlamentar do Conselho da Europa rejeitou a proposta com 138 votos contrários, 26 a favor e 5 abstenções.
A resolução, que já havia sido retirada da ordem do dia da Assembléia em setembro de 2003 e em janeiro de 2004, havia sido proposta pelo parlamentar liberal suíço Dick Marty.
«Foi um sinal positivo --explicou o bispo Sgreccia aos microfones de «Rádio Vaticano»--. Quer dizer que na Europa ainda há forças que respeitam e querem o respeito da vida do enfermo grave, da vida em seu estado final».
E adverte: «Há que se esperar que a pressão a favor de eutanásia volte ao ataque com outras propostas análogas, dado que, na Europa, alguns países aprovaram a eutanásia».
«Penso que, neste momento, a tarefa dos católicos, dos crentes e de todos os que querem o respeito da vida humana em seu pleno sentido consiste em declarar, em nível doutrinal, que ninguém é dono da própria vida, que ninguém está autorizado para suprimir nem a própria vida nem a dos demais», considera Sgreccia.
«Em nível prático --acrescenta--, é necessário pôr todo o amor e atenção ao alívio da dor, das terapias paliativas, do desenvolvimento de um sistema que respeite o paciente, o moribundo, com os tratamentos a atenções devidas a todo ser vivo».
O Conselho da Europa, organização política mais antiga (1949) do continente, engloba 46 países, entre os quais 21 estados da Europa central e oriental.
Admitiu a candidatura da Bielorússia e concedeu o estatuto de observador a outros cinco estados (Santa Sé, Estados Unidos, Canadá, Japão e México).
É diferente da União Européia dos vinte e cinco países, ainda que nenhum país aderiu à União sem pertencer antes ao Conselho da Europa. Tem sua sede em Estrasburgo (França).
ZP05042902

  

9- Células-tronco adultas podem vir a curar diabetes

http://revistagalileu.globo.com/Galileu/0,6993,ECT953728-1940,00.html

Uma pesquisa divulgada essa semana no "PLos Medicine Jornal" mostra resultados favoráveis de estudos utilizando células-tronco adultas para a produção de insulina em ratos. Durante a pesquisa, foram utilizadas células cerebrais de adultos em período de maturação. Essas células foram tratadas e mais tarde transplantadas para os ratos, onde responderam aos níveis de açúcar no sangue com a produção de insulina.

A pesquisa está sendo conduzida na Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, e tem sido apontada como forte caminho para a cura da diabetes - doença cujo principal efeito é a impossibilidade de assimilar açúcares pela falta de insulina, hormônio produzido pelo corpo que regula a absorção da glicose pelas células. A opção dos cientistas por utilizar células-tronco adultas evita o debate com que o mundo inteiro se depara quanto ao uso de embriões para pesquisa. As preocupações quanto a terapias do gênero incluem as dificuldades de manipulação dessas células e o perigo dessas darem origem a tumores cancerosos no receptor.

Segundo os pesquisadores, as células que produzem insulina na maioria dos animais se parecem com os neurônios, as células cerebrais. Durante a pesquisa, as células de um doador foram intensamente tratadas com um coquetel de produtos químicos até que se transformassem em células semelhantes às do pâncreas, produtoras de insulina. Quando reimplantadas em ratos, produziram insulina segundo os níveis de açúcar no sangue durante mais de quatro semanas, um tempo considerado grande para o experimento.

Links:
Sociedade Brasileira de Diabetes
American Diabetes Association
PLos (Public Library of Science)

   

10- Cientistas criam óvulos a partir de células-tronco

http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/story/2005/05/050505_menopausarc.shtml

Pela primeira vez, óvulos humanos em um estágio inicial foram desenvolvidos a partir de células-tronco, em uma pesquisa americana que pode levar ao adiamento da menopausa em até 12 anos.

Os pesquisadores da Universidade do Tennessee dizem também que o estudo pode ajudar mulheres com problemas de fertilidade ou casos de menopausa precoce.

“A experiência oferece novas estratégias para a preservação dos óvulos, uso de inseminação artificial e o tratamento de fertilização de mulheres”, disse Antonin Bukovsky, responsável pela pesquisa.

A produção de óvulos diminui gradualmente nas mulheres até que, na menopausa, ela é insuficiente para gerar um óvulo capaz de ser fertilizado.

Cautela

Os pesquisadores descobriram que células-tronco retiradas de ovários podem desenvolver novos óvulos.

No experimento, foram retiradas células do exterior dos ovários de cinco mulheres com idades entre 39 e 52 anos.

As células foram expostas a uma solução estimulante de fenol vermelho em laboratório e completaram o primeiro estágio da divisão necessária para que os óvulos evoluam e se tornem embriões.

Os cientistas afirmam que esse tipo de célula pode ser colhido facilmente da superfície dos ovários.

Eles prevêem que, no futuro, células de mulheres jovens podem ser congeladas, evitando assim os riscos associados com gestações em idades mais avançadas.

Uma das maiores autoridades britânicas no assunto, entretanto, disse que as pesquisas nesta área ainda estão no início.

“Outras pesquisas já mostraram que é muito difícil transformar óvulos imaturos em viáveis”, diz Simon Fishel, diretor do centro de fertlidade britânico Care Fertility.

“Essa pesquisa ainda se encontra em seus estágios iniciais e precisa ser confirmada.”

 

11- EUA GANHAM NORMAS PARA CÉLULAS-TRONCO

O GLOBO 28/04/2005

http://arquivoglobo.globo.com/pesquisa/texto_gratis.asp?codigo=2214907

Regras permitem criação de quimeras para testar órgãos

NOVA YORK. A Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos elaborou uma série de diretrizes para as pesquisas com células-tronco embrionárias com o objetivo de preencher o vácuo criado pela ausência de uma política oficial do governo americano. A academia, uma instituição independente de cientistas que presta consultoria ao governo dos EUA, pretende que suas diretrizes sejam adotadas por grupos públicos e privados envolvidos em estudos com embriões.

As diretrizes anunciadas abrem caminho para pesquisas que envolvam a criação de quimeras — seres meio animais, meio humanos. As quimeras seriam usadas para testar, por exemplo, órgãos humanos criados a partir de células-tronco.

A academia recomenda, no entanto, que os animais quiméricos não devem cruzar. Diz ainda que células-tronco de animais não podem ser implantadas em embriões humanos. Além disso, os embriões humanos utilizados em pesquisa não devem ter mais de 14 dias. A academia propõe ainda que as pesquisas sejam supervisionadas por um comitê.

Bruno Schroeder
Instituto Juventude pela Vida - Diretor
bschroeder@juventudepalevida.com.br
http://www.jucenudepelavida.com.br

 

 


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