1-
«Nascer, viver e morrer com dignidade» - Chile
2- Lei nos EUA protegerá a menores grávidas para
que não as obriguem a abortar
3- Base científica - Brasil
4- Câmara municipal vota hoje contra Pílula do Dia
Seguinte - Brasil
5- Cadeia de clínicas abortistas lança campanha
contra Bento XVI - EUA
6- Projeto permite aborto de feto sem cérebro -
Brasil
Eutanásia
7-
França rejeita legalização da eutanásia
8- Satisfação no Vaticano pela oposição do
Conselho da Europa à eutanásia
Células-Tronco
9-
Células-tronco adultas podem vir a curar diabetes -
EUA
10-
Cientistas criam óvulos a partir de células-tronco
- EUA
11-
EUA GANHAM NORMAS PARA CÉLULAS-TRONCO
******
1-
«Nascer, viver e morrer com dignidade»
Congresso
Latino-Americano de Médicos Católicos
SANTIAGO DO CHILE, sexta-feira, 29 de abril de 2005
(ZENIT.org).-
Duzentos especialistas em medicina e bioética
participam, entre a sexta-feira
e o sábado, do IV Congresso Latino-Americano de Médicos
Católicos sobre
como «nascer, viver e morrer com dignidade», no
Instituto Pedro de Córdoba
desta capital.
Organizado pela Federação de Associações Médicas
Católicas da América
Latina (FAMCLAM) e a Academia de Medicina São
Lucas, presidida pelo
médico chileno Francisco Díaz Herrera, os
especialistas estão abordando os
seguintes temas: «A pílula do dia seguinte», «O
novo laicismo europeu e o
direito à vida», «O diagnóstico pré-natal
invasivo e os riscos para o feto»,
«Clonagem, genética e ética», «Educação na
afetividade e sexualidade»,
«Desafios para a saúde pública: Aids e
homossexualidade», «Prostituição,
drogas e aids: Como viver com dignidade?», e «Qualidade
de vida e
humanização da medicina».
Entre os convidados especiais figuram o núncio
apostólico no Chile, o
arcebispo Aldo Cavalli; o ministro da Saúde do
Chile, Pedro García
Aspillaga; o vice-presidente da Federação Européia
de Associações de
Médicos Católicos, doutor José Maria Simon, e o médico
argentino Hugo
O.M. Obiglio, membro da Academia Pontifícia para a
Vida.
A FAMCLAM pertence à Federação Internacional de Médicos
Católicos
(FIAMC) que agrupa as federações médicas dos
cinco continentes e conta
com mais de 30.000 médicos em todo o mundo. São países
membros a
Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Cuba,
República Dominicana,
Haiti, México, Panamá, Paraguai, Peru, Trinidad e
Tobago, e Uruguai.
2-
Lei nos EUA protegerá a menores grávidas para que
não as obriguem a abortar
WASHINGTON DC, 30
Abr. 05 (ACI) .- A Câmara de Representantes passou,
por uma ampla diferença, um projeto de lei que
penaliza o traslado de
menores grávidas a outro estado para as submeter a
um aborto, sem o
consentimento de seus pais.
A iniciativa, que obteve 270 votos a favor e 157 em
contra, estabelece que as
menores de idade devem contar com uma autorização
de seus pais para
abortar e qualquer pessoa que translade uma menor de
idade para evitar
este requisito poderia ser condenada a um ano de cárcere.
Esta lei também contempla que depois de receber a
autorização paterna, os
médicos deverão esperar pelo menos 24 horas antes
de proceder com o
aborto.
A representante do Florida, Ileana Ros-Lehtinen, que
apresentou o projeto,
expressou sua satisfação e prognosticou que
encontrará uma aprovação
similar no Senado.
"Minha legislação eliminará uma fresta legal
que não só permite que as
menores violem as leis ao submeter-se a um aborto
sem o consentimento de
seus pais, mas também também terminam uma
vida", indicou a deputada.
3-
Base científica
Artigo publicado no
Jornal O Globo dia 29/04.
http://oglobo.globo.com/jornal/opiniao/167837759.asp
Rio,
29 de abril de 2005
MARLENE
NOBRE
À primeira vista, pode parecer que as razões contrárias
ao aborto provocado sejam exclusivamente da alçada
da religião. Uma reflexão mais acurada, porém,
demonstrará que elas têm raízes na própria ciência.
É indispensável analisar os argumentos científicos.
O primeiro passo é a descoberta do verdadeiro
significado do zigoto. Segundo os ilustres
embriologistas Moore e Persaud, o zigoto e o embrião
inicial são organismos humanos vivos, nos quais já
estão fixadas todas as bases do indivíduo adulto.
Sendo assim, não é possível interromper qualquer
ponto do contínuo — zigoto, feto, criança,
adulto, velho — sem causar danos irreversíveis ao
bem maior, que é a própria vida.
Reconhecemos o grande valor da Teoria Neodarwiniana.
Mas ela é insuficiente para explicar a evolução
como um todo, porque tem no acaso um dos seus
pilares. Acreditamos que a Teoria do Planejamento
Inteligente, que não tem por base o acaso, dispõe
de argumentos científicos bem mais sólidos para
explicar a evolução dos seres vivos.
Descobertas recentes da neurocientista Candace Pert
demonstram que a memória está presente não
somente no cérebro, mas em todo o corpo, através
da ação dos neuropeptídeos, que fazem a
interconexão entre os sistemas nervoso, endócrino
e imunológico. Outras pesquisas já detectaram a
presença, no zigoto, de registros ( imprints
) mnemônicos próprios, que evidenciam a riqueza da
personalidade humana, manifestando-se muito cedo, na
embriogênese. O conjunto destes trabalhos demonstra
a competência do embrião: capacidade para
autogerir-se mentalmente, adequar-se a situações
novas; selecionar situações e aproveitar experiências.
Se unirmos a Teoria do Planejamento Inteligente a
essas descobertas, concluiremos que a vida do embrião
não pertence à mãe, ao pai, ao juiz, à equipe médica,
ao Estado, mas exclusivamente a ele mesmo. Há,
pois, fortes razões científicas para ser contra o
aborto, mesmo do anencéfalo. Aprendemos, com a genética,
que a diversidade é nossa maior riqueza coletiva. E
o feto, mesmo portador de grave deficiência, faz
parte dessa diversidade e deve ser preservado e
respeitado.
A mulher que gera um feto deficiente precisa de
apoio psicológico, direito que na prática não lhe
é assegurado. Sem ajuda para trabalhar seu
sentimento de culpa, ela pode exacerbá-lo pela
incitação à violência contra o feto. Seria
importante inclinar seu coração à compaixão e à
misericórdia, mostrando-lhe o real significado da
vida.
MARLENE NOBRE é médica.
4-
Câmara vota hoje contra Pílula do Dia Seguinte
Quinta-Feira,
05/05/2005 09h31m
http://www.cancaonova.com/portal/canais/noticias/cnj_nprev.php?id_materia=15406
Cachoeira Paulista
A Câmara de São José dos Campos, em São Paulo,
vota hoje o veto do
prefeito Eduardo Cury( PSDB) ao projeto de lei que
proibiu a
distribuição da Pílula do Dia Seguinte na rede
municipal da saúde. A
sessão está marcada para as 17h30.
Em caso de vitória, será uma decisão histórica
que poderá servir de
exemplo para outros municípios brasileiros se
levantarem contra a
Norma Técnica do Ministério da Sáude.
A expectativa é de que 30 religiosos, entre padres,
diáconos e
líderes pastorais, acompanhem a votação no plenário
para que os
parlamentares derrubem o parecer do prefeito.
Distribuição Pílula dia seguinte
A pílula do dia seguinte é fornecida desde
fevereiro pelo Ministério
da Saúde como parte da nova Política Nacional de
Direitos Sexuais e
Direitos Reprodutivos que, entre outras medidas,
visa a ampliação da
oferta de métodos anticoncepcionais reversíveis (não-cirúrgicos)
na
rede pública de saúde.
No total, o ministério distribuiu 352.361 cartelas
do medicamento
para 1.388 municípios em todo o país. Na região
do Vale do Paraíba o
ministério entregou 5.325 cartelas da pílula para
13 municípios.
Em outros lugares
No Rio de Janeiro, o prefeito, Cesar Maia (PFL),
cancelou a resolução
da Secretaria Municipal de Saúde para distribuição
da pílula do dia
seguinte, que havia sido publicada no "Diário
Oficial" no dia 25 de
janeiro. O cancelamento aconteceu após a intervençãoda
Arquidiocese
do Ro.
A nota divulgada pela Arquidiocese afirma que o
anticoncepcional é na
verdade um medicamente abortivo, já que atua depois
da concepção. O
texto destaca ainda que a venda foi proibida na França
e nos EUA por
ter efeitos negativos para a mulher.
Defender a vida
A vida humana é sagrada, e deve ser protegida, da
concepção até a
morte natural. E qualquer autoridade que atente
contra a vida, ainda
mais a vida de um inocente, exorbita de sua competência,
e suscita a
indignação ética de quantos, independentemente de
sua religião,
acreditam na dignidade do ser humano.
Estudos mostram que o uso não muda comportamento
sexual das pessoas
O acesso fácil à chamada "pílula do dia
seguinte" não mudou o
comportamento sexual das norte-americanas nem os
seus hábitos em
termos de contracepção para evitar a gravidez ou
doenças, indica
estudo.
O estudo foi realizado por Tina Raine, professora da
Universidade da
Califórnia em São Francisco, cujos resultados
foram publicados no
"Journal of the American Medical Association",
ouviu 2.117 mulheres
com idades entre 15 e 24 anos, divididas por três
grupos.
Quem ama cuida
A Igreja Católica não aprova o uso da pílula do
dia seguinte por
considerá-la abortiva. Para a Igreja está claro
que a pílula do dia
seguinte nada mais é do que um aborto obtido através
de meios
químicos. Para o professor Humberto Leal Vieira,
membro vitalício da
Pontifícia Academia para a Vida e presidente da Pró-vida,
uma
organização católica que defende os direitos da
família e os valores
éticos e morais da vida humana, o contraceptivo de
emergência é
abortivo e a sua distribuição contraria a legislação
em vigor no
país. Segundo ele, países como a Argentina e o
Chile tiveram a
distribuição da pílula proibida por medida
judicial.
"É fato científico que a vida tem início no
momento da fertilização,
da união do espermatozóide com o óvulo, que se dá
nas trompas de
Falópio, e qualquer interrupção da vida desde
esse momento é um
aborto", diz Vieira, também consultor do
Pontifício Conselho para a
Família, nomeado pelo papa João Paulo II.
Como funciona a pílula do dia seguinte?
Se você tomar o primeiro comprimido da pílula do
dia seguinte até 72
horas após ocorrer uma relação sexual, ele vai
impedir ou retardar a
liberação de um óvulo do ovário,
impossibilitando a fecundação ou,
ainda, impedirá a fixação do óvulo fecundado no
interior do útero (a
nidação), através da desestruturação do endométrio.
cancaonovanews.com
5-
Cadeia de clínicas abortistas lança campanha
contra Bento XVI
NOVA IORQUE, 05 Mai.
05 (ACI) .- A International Planned Parenthood
Federation -a maior organização abortista e
anti-família do mundo- lançou uma campanha para
que todos seus membros e os simpatizantes de sua
"causa" enviem uma carta ao editor
solicitando a Bento XVI que reconsidere seus
"pontos de vista retrógrados" e modifique
sua posição quanto à moral sexual.
Na missiva, deve-se "alentar" ao Santo
Padre a que "reconsidere sua anacrônica posição
quanto à planificação familiar, o aborto e a
sexualidade para que assim a Igreja Católica
ingresse no século XXI" conforme indica um
comunicado dado a conhecer pela diretora da
campanha, Eve Fox.
"A posição da novo Papa nestas questões
fundamentais ameaça a saúde de milhões de
mulheres e adolescentes no mundo todo e mina os
esforços para prevenir o contágio do HIV",
escreveu Fox.
Do mesmo modo, a diretora da campanha, indicou que
"a Igreja tem uma tremenda influência em
muitos governos, especialmente na América Latina, e
joga um papel crucial no estabelecimento de normas
no mundo inteiro".
Fox também se referiu ao Pontífice como "mais
conservador ainda que João Paulo II" e indicou
que Bento XVI está "contra todo tipo de
anticoncepção e se opõe ao uso do preservativo
como méio para prevenir o SIDA".
A diretora desta campanha assinalou que antes de ser
eleito Papa, o Cardeal Ratzinger "disse aos católicos
americanos que era pecado votar por candidatos que
apoiavam o aborto como John Kerry e insistiu aos
bispos que negassem a comunhão ao democrata. Também
liderou a campanha da Igreja Católica contra os
'matrimônios' homossexuais e outros 'direitos' para
casais de pessoas do mesmo sexo, incluindo o
'direito' a adotar crianças".
6-
Projeto permite aborto de feto sem cérebro
Pauta
- 2/5/2005 18h16
A
Comissão de Seguridade Social e Família vai
analisar o Projeto de Lei 4834/05, que permite o
aborto de fetos sem cérebro, anomalia conhecida
como anencefalia. O projeto, de autoria dos deputados
Luciana Genro (Sem partido-RS) e Dr. Pinotti
(PFL-SP), modifica o Código Penal, para
incluir a anencefalia entre os casos de aborto pelos
quais o médico não pode ser punido. Atualmente, a
lei autoriza a prática apenas quando a gestante
corre risco de morte ou em gravidez resultante de
estupro. "Entendemos que, ao se diagnosticar um
feto anencéfalo, deverá ser permitido ao casal
decidir, de maneira totalmente informada e livre,
sobre a interrupção ou o seguimento da
gravidez", defendem.
Pinotti, que é ginecologista e ex-reitor da
Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), alega
que não há nenhuma possibilidade de sobrevivência
do feto portador desse tipo de patologia. Estudos médicos
demonstram, além disso, que a gravidez de anencéfalo
expõe a mulher a várias doenças, como a hipertensão.
Polêmica
"Sabemos que a questão gera grande polêmica,
por envolver problemas sociais, religiosos, médicos
e éticos. Ninguém em sã consciência é a favor
do aborto", reconhecem os deputados. Para
Luciana Genro, obrigar uma mulher a levar adiante a
gravidez de feto com anencefalia eqüivale à prática
de tortura. "A gestante será submetida a um
parto complicado, de alto risco, que envolve
sofrimento e um esforço desgastante e infrutífero,
sem contar as despesas do casal e do sistema de saúde",
argumentam os parlamentares.
Genro e Pinotti observam que, em países como França,
Suíça, Bélgica, Áustria, Israel e Rússia, a
interrupção da gravidez de fetos anencéfalos é
feita em 100% dos casos. "Mesmo em países de
grande tradição católica, como Itália e Espanha,
esse percentual é alto, de 80% a 85%",
afirmam.
Anencefalia
A anencefalia é uma anomalia do sistema nervoso
central, que incapacita o feto para a vida fora do
útero, pois não há capacidade cerebral de
controle da temperatura corpórea e da freqüência
respiratória. Para o surgimento da anomalia,
concorrem fatores genéticos e ambientais, como
exposição a produtos químicos e irradiação,
alcoolismo, tabagismo, uso de antidepressivos e
antibióticos, entre outros.
Algumas doenças também aumentam as possibilidades
do aparecimento de anencefalia. Uma mulher diabética,
por exemplo, corre de 6 a 16 vezes mais risco de
gestar um feto anencéfalo do que quem não possui a
doença. A ocorrência de anencefalia no Brasil é
de um caso para cada grupo de 1,6 mil habitantes.
O diagnóstico de anencefalia é dado por exame de
ultra-som a partir da 12º semana de gestação.
Tramitação
A proposta está tramitando em conjunto com o PL
1135/91, do ex-deputado Eduardo Jorge (PT-SP), que
descriminaliza o aborto provocado pela própria
gestante ou com o seu consentimento. Outras dez
proposições sobre o tema estão sendo analisadas
também pela relatora na Comissão, deputada Jandira
Feghali (PCdoB-RJ). Depois os projetos serão
votados pela Comissão de Constituição e Justiça
e de Cidadania e pelo Plenário.
Reportagem
- Joseana Paganine
Edição - Regina Céli Assumpção
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência)
Agência Câmara
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A Agência também utiliza material jornalístico
produzido pela Rádio, Jornal e TV Câmara. RCA
7-
França rejeita legalização da eutanásia
O Estado de S. Paulo,
quinta-feira, 14 de abril de 2005
O Senado da França rejeitou na madrugada de ontem a
legalização da
eutanásia, mas admitiu o direito ao paciente em
fase terminal de decidir
"limitar ou interromper seu tratamento". A
legislação também autoriza a
administração de drogas contra a dor passíveis de
acelerar a morte. A medida
já havia sido aprovada pela Câmara dos Deputados.
O texto, pragmático, é
fruto da comoção pela morte de Vincent Humbert,
provocada por sua mãe, em
2003.
8-
Satisfação no Vaticano pela oposição do Conselho
da Europa à eutanásia
CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 29 de abril de 2005
(ZENIT.org).- O
bispo Elio Sgreccia, presidente da Academia Pontifícia
para a Vida, manifestou sua satisfação ante a
rejeição por parte dos parlamentos do Conselho da
Europa de uma resolução sobre o acompanhamento dos
enfermos ao final da vida.
Após um longo debate, em 27 de abril, a Assembléia
parlamentar do Conselho da Europa rejeitou a
proposta com 138 votos contrários, 26 a favor e 5
abstenções.
A resolução, que já havia sido retirada da ordem
do dia da Assembléia em setembro de 2003 e em
janeiro de 2004, havia sido proposta pelo
parlamentar liberal suíço Dick Marty.
«Foi um sinal positivo --explicou o bispo Sgreccia
aos microfones de «Rádio Vaticano»--. Quer dizer
que na Europa ainda há forças que respeitam e
querem o respeito da vida do enfermo grave, da vida
em seu estado final».
E adverte: «Há que se esperar que a pressão a
favor de eutanásia volte ao ataque com outras
propostas análogas, dado que, na Europa, alguns países
aprovaram a eutanásia».
«Penso que, neste momento, a tarefa dos católicos,
dos crentes e de todos os que querem o respeito da
vida humana em seu pleno sentido consiste em
declarar, em nível doutrinal, que ninguém é dono
da própria vida, que ninguém está autorizado para
suprimir nem a própria vida nem a dos demais»,
considera Sgreccia.
«Em nível prático --acrescenta--, é necessário
pôr todo o amor e atenção ao alívio da dor, das
terapias paliativas, do desenvolvimento de um
sistema que respeite o paciente, o moribundo, com os
tratamentos a atenções devidas a todo ser vivo».
O Conselho da Europa, organização política mais
antiga (1949) do continente, engloba 46 países,
entre os quais 21 estados da Europa central e
oriental.
Admitiu a candidatura da Bielorússia e concedeu o
estatuto de observador a outros cinco estados (Santa
Sé, Estados Unidos, Canadá, Japão e México).
É diferente da União Européia dos vinte e cinco
países, ainda que nenhum país aderiu à União sem
pertencer antes ao Conselho da Europa. Tem sua sede
em Estrasburgo (França).
ZP05042902
9-
Células-tronco adultas podem vir a curar diabetes
http://revistagalileu.globo.com/Galileu/0,6993,ECT953728-1940,00.html
Uma
pesquisa divulgada essa semana no "PLos
Medicine Jornal" mostra resultados favoráveis
de estudos utilizando células-tronco adultas para a
produção de insulina em ratos. Durante a pesquisa,
foram utilizadas células cerebrais de adultos em
período de maturação. Essas células foram
tratadas e mais tarde transplantadas para os ratos,
onde responderam aos níveis de açúcar no sangue
com a produção de insulina.
A
pesquisa está sendo conduzida na Universidade de
Stanford, nos Estados Unidos, e tem sido apontada
como forte caminho para a cura da diabetes - doença
cujo principal efeito é a impossibilidade de
assimilar açúcares pela falta de insulina, hormônio
produzido pelo corpo que regula a absorção da
glicose pelas células. A opção dos cientistas por
utilizar células-tronco adultas evita o debate com
que o mundo inteiro se depara quanto ao uso de embriões
para pesquisa. As preocupações quanto a terapias
do gênero incluem as dificuldades de manipulação
dessas células e o perigo dessas darem origem a
tumores cancerosos no receptor.
Segundo
os pesquisadores, as células que produzem insulina
na maioria dos animais se parecem com os neurônios,
as células cerebrais. Durante a pesquisa, as células
de um doador foram intensamente tratadas com um
coquetel de produtos químicos até que se
transformassem em células semelhantes às do pâncreas,
produtoras de insulina. Quando reimplantadas em
ratos, produziram insulina segundo os níveis de açúcar
no sangue durante mais de quatro semanas, um tempo
considerado grande para o experimento.
Links:
Sociedade
Brasileira de Diabetes
American
Diabetes Association
PLos
(Public Library of Science)
10-
Cientistas criam óvulos a partir de células-tronco
http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/story/2005/05/050505_menopausarc.shtml
Pela
primeira vez, óvulos humanos em um estágio inicial
foram desenvolvidos a partir de células-tronco, em
uma pesquisa americana que pode levar ao adiamento
da menopausa em até 12 anos.
Os
pesquisadores da Universidade do Tennessee dizem
também que o estudo pode ajudar mulheres com
problemas de fertilidade ou casos de menopausa
precoce.
“A
experiência oferece novas estratégias para a
preservação dos óvulos, uso de inseminação
artificial e o tratamento de fertilização de
mulheres”, disse Antonin Bukovsky, responsável
pela pesquisa.
A produção de óvulos diminui gradualmente nas
mulheres até que, na menopausa, ela é insuficiente
para gerar um óvulo capaz de ser fertilizado.
Cautela
Os
pesquisadores descobriram que células-tronco
retiradas de ovários podem desenvolver novos óvulos.
No
experimento, foram retiradas células do exterior
dos ovários de cinco mulheres com idades entre 39 e
52 anos.
As
células foram expostas a uma solução estimulante
de fenol vermelho em laboratório e completaram o
primeiro estágio da divisão necessária para que
os óvulos evoluam e se tornem embriões.
Os
cientistas afirmam que esse tipo de célula pode ser
colhido facilmente da superfície dos ovários.
Eles
prevêem que, no futuro, células de mulheres jovens
podem ser congeladas, evitando assim os riscos
associados com gestações em idades mais avançadas.
Uma
das maiores autoridades britânicas no assunto,
entretanto, disse que as pesquisas nesta área ainda
estão no início.
“Outras
pesquisas já mostraram que é muito difícil
transformar óvulos imaturos em viáveis”, diz
Simon Fishel, diretor do centro de fertlidade britânico
Care Fertility.
“Essa
pesquisa ainda se encontra em seus estágios
iniciais e precisa ser confirmada.”
11-
EUA GANHAM NORMAS PARA CÉLULAS-TRONCO
O
GLOBO 28/04/2005
http://arquivoglobo.globo.com/pesquisa/texto_gratis.asp?codigo=2214907
Regras
permitem criação de quimeras para testar órgãos
NOVA
YORK. A Academia Nacional de Ciências dos Estados
Unidos elaborou uma série de diretrizes para as
pesquisas com células-tronco embrionárias com o
objetivo de preencher o vácuo criado pela ausência
de uma política oficial do governo americano. A
academia, uma instituição independente de
cientistas que presta consultoria ao governo dos
EUA, pretende que suas diretrizes sejam adotadas por
grupos públicos e privados envolvidos em estudos
com embriões.
As
diretrizes anunciadas abrem caminho para pesquisas
que envolvam a criação de quimeras — seres meio
animais, meio humanos. As quimeras seriam usadas
para testar, por exemplo, órgãos humanos criados a
partir de células-tronco.
A
academia recomenda, no entanto, que os animais quiméricos
não devem cruzar. Diz ainda que células-tronco de
animais não podem ser implantadas em embriões
humanos. Além disso, os embriões humanos
utilizados em pesquisa não devem ter mais de 14
dias. A academia propõe ainda que as pesquisas
sejam supervisionadas por um comitê.
Bruno
Schroeder
Instituto Juventude pela Vida - Diretor
bschroeder@juventudepalevida.com.br
http://www.jucenudepelavida.com.br