Ao destinar um dia para celebrar a Vida Humana, nos lembramos de todo
o potencial de alegria e esperança que cada vida humana encerra. Lembramos
das lutas para garantir que o direito de todos seja preservado e que
o desenvolvimento, a riqueza e o conhecimento se distribuam entre todas
as pessoas. Lembramo-nos de todo o progresso tecnológico, que independente
do seu uso posterior, é sempre concebido e impulsionado para que mais
seres humanos tenham condições de viver mais e melhor.
A evolução na área da ciência em termos de
conhecimento do corpo humano e sua luta para prevenir
doenças e buscar tratamentos de forma que a vida seja
mais plena vem avançando em escala geométrica no nosso
século, em especial nas últimas décadas.
O conhecimento da vida, desde a sua concepção até seu término, evoluiu
de tal forma que hoje já é de conhecimento, mesmo de leigos na área
de saúde, que uma criança em gestação percebe, sente e sofre com os
eventos relacionados a sua mãe.
A evolução tecnológica que propiciou o aparecimento de um exame isento
de riscos ao feto - a ultrassonografia - fez com que mães e pais satisfizessem
um antigo desejo, que é o de saber como está seu filho, mesmo antes
de nascer. Através de várias pesquisas, sabe-se também que o feto percebe
e sofre junto com sua mãe através do contato físico entre eles - o cordão
umbilical -, entre outras formas. Há transmissão de substâncias químicas
produzidas por todos nós quando estamos ansiosos, alegres, deprimidos
ou eufóricos. Estas sensações são quimicamente transmitidas ao feto,
atingindo-o. Há trabalhos demonstrando que, além da transmissão destas
substâncias, estas são capazes de provocar as mesmas reações nos fetos,
e isto desde o segundo mês de gestação. Alguns pesquisadores identificam
a possibilidade de maior chance de surgimento de algumas doenças de
cunho psicológico em crianças indesejadas ou de mães submetidas a estresses
profundos e constantes. Também as sensações agradáveis e momentos de
alegria têm influência sobre o feto, como ouvir a voz da mãe e
do pai ou mesmo outros sons agradáveis, como música. A voz da mãe chega
ao feto pelo ar e também internamente, pelas cordas vocais. Há vários
trabalhos mostrando a percepção de sons intra-útero.
As pesquisas tendem a evoluir para ampliar nosso
conhecimento, mas já demonstram algo fundamental:
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